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Correio da Manhã

Economia
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Domingues e seis administradores saem da CGD

Membros acompanham saída do presidente do banco.
28 de Novembro de 2016 às 08:58
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Domingues e seis administradores saem da CGD

A Caixa Geral de Depósitos comunicou esta segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a renúncia ao cargo do seu presidente, António Domingues, bem como de seis vogais do conselho de administração. 

Do elenco que compõe o conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), além de António Domingues, saem três administradores executivos e outros três não executivos.

Segundo a nota enviada pela CGD ao mercado, renunciaram aos cargos os administradores executivos Emídio da Costa Pinheiro, Henrique Noronha Menezes e Paulo Rodrigues da Silva. Saem também os administradores não executivos Pedro Norton de Matos, Angel Corcóstegui Guraya e Herbert Walter.

Emídio Pinheiro tutelava as direções de particulares e negócios do Centro, Lisboa, Norte e Sul, tendo ainda a seu cargo várias entidades internacionais: Banco Caixa Geral Angola, Banco Comercial do Atlântico (Cabo Verde), Banco Comercial e de Investimentos (Moçambique), Banco Interatlântico (Cabo Verde), Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, Banco Nacional Ultramarino (Macau), Parbanca, Partang, sucursal CGD em Macau, sucursal CGD em Timor e sucursal CGD em Zhuhai (China).

Henrique Noronha Menezes tinha a cargo a direção de contabilidade, consolidação e informação financeira, direção de mercados financeiros, direção de planeamento, orçamento e controlo, direção internacional de negócio e gabinete de 'investor relations' (relações com os investidores).

Acumulava também estes pelouros com três entidades domésticas (Caixa Gestão de Ativos, Caixa Participações e Parcaixa) e com uma série de entidades internacionais: Banco Caixa Geral (Brasil), Banco Caixa Geral (Espanha), CGD Investimentos CVC (Brasil), Mercantile Bank Holding (África do Sul), bem como com seis sucursais no estrangeiro (Madrid, França, Londres, Luxemburgo, Ilhas Caimão e Nova Iorque).

Já Paulo Rodrigues da Silva tutelava o centro de operações, o gabinete de coordenação SEPA e as seguintes direções: comunicação e marca, marketing, organização e qualidade, e sistemas de informação. Acumula estas responsabilidades com a liderança de outras entidades domésticas (Caixanet, CaixaTec, Esegur e Sogrupo).

Entre os membros que tomaram posse no final de agosto, só se mantêm em funções os administradores executivos João Paulo Tudela Martins, Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão, Tiago Ravara Belo de Oliveira Marques e o vice-presidente (não executivo) Emílio Rui Vilar.

João Tudela Martins é o responsável pela direção de gestão de risco. Pedro Leitão tem a seu cargo as direções de acompanhamento de particulares, acompanhamento de empresas, banca institucional, empresas Norte e Sul, grandes empresas e negócio imobiliário, tendo também tutela sobre a Caixa Imobiliário, a Caixa Leasing e Factoring, a Imocaixa, a Locarent e a Wolfpart.

Tiago Ravara Marques é o responsável pelas direções de apoio à Caixa Geral de Aposentações (CGA), de gestão e desenvolvimento de pessoas, bem como pelo gabinete de património histórico. Terá ainda a seu cargo a Sogrupo Compras e Serviços Partilhados e a Sogrupo IV Gestão de Imóveis.

Em comunicado, enviado este domingo à noite, o Ministério das Finanças diz lamentar a decisão e esclarece que "a renúncia só produzirá efeitos no final do mês de dezembro". Na mesma nota oficial, o Governo explica que "será designada, para apreciação por parte do Single Supervisory Mechanism [Mecanismo Único de Supervisão], uma personalidade para o exercício de funções como presidente do Conselho de Administração da CGD, que dê continuidade aos planos de negócios e de recapitalização".

O ministério de Mário Centeno não esclarece as razões da renúncia. O CM sabe que o pedido já tinha sido entregue na sexta-feira, um dia depois da aprovação na Assembleia, com os votos do PSD, CDS e BE, de um diploma que obrigava a administração da Caixa a entregar as declarações no TC.

Este domingo, no comentário na SIC, Marques Mendes, conselheiro de Estado, afirmou que Domingues bateu com a porta porque se "sentiu ofendido" com a aprovação desse diploma no Parlamento.

A Comissão Europeia já tomou conhecimento da saída de António Domingues e diz aguardar que se indique quem vai integrar a nova gestão da Caixa Geral de Depósitos.

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