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Correio da Manhã

Economia
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Dona da Petit Patapon avança com insolvência

A Distebe - Distribuição de produtos têxteis, dona da cadeia de lojas de vestuário para crianças Petit Patapon, apresentou um pedido de insolvência esta semana, disse hoje à Lusa um dirigente sindical.
10 de Agosto de 2012 às 18:01
Petit Patapon terá cerca de 40 lojas em Portugal, entre as quais lojas próprias, filiadas e franchisadas
Petit Patapon terá cerca de 40 lojas em Portugal, entre as quais lojas próprias, filiadas e franchisadas FOTO: Manuel Moreira

A SIC tinha avançado que a Petit Patapon estava em insolvência.

Contactado pela Lusa, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, António Santos, adiantou que obteve esta informação através de uma trabalhadora da rede de lojas Petit Patapon em Lisboa.

"Os trabalhadores foram informados por telefone do pedido de insolvência e a informação que temos é que deverão ser cerca de 150 postos de trabalho em causa", adiantou o mesmo responsável.

Para o sindicato "ainda é cedo" para se pronunciar sobre o assunto, uma vez que foi enviado um pedido às estruturas sindicais locais para fazerem o levantamento do número de lojas e de postos de trabalho afectados.

António Santos salientou que a empresa "entrou com um pedido de insolvência, não decretou insolvência", logo poderá ainda ser alvo de recuperação económica.

Contactada pela Lusa, fonte da Petit Patapon escusou-se a adiantar informação.

Actualmente, a Petit Patapon terá cerca de 40 lojas em Portugal, entre as quais lojas próprias, filiadas e franchisadas, sendo que nos últimos tempos assistiu-se ao encerramento de algumas delas. O número de trabalhadores deverá rondar os cerca de 140, de acordo com informação que a Lusa teve acesso.

 


Apesar do nome francês, a Petit Patapon tem sede em Portugal, mais concretamente em Barcelos, através da Distebe - Distribuição de Produtos Têxteis, empresa com atividade há 27 anos no mercado português.

A Distebe é presidida pelo empresário francês François Fernand Gros.

Segundo fonte ligada ao processo, os CTT Expresso - Serviços Postais e Logística entraram em Junho com uma execução à Distebe no valor de 3,7 mil euros.

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