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Correio da Manhã

Economia

Draghi acena com mais estímulos e juros caem

Último discurso no Fórum BCE sinaliza nova descida das taxas de referência e programa de estímulos económicos.
Diana Ramos 19 de Junho de 2019 às 09:08
Mario Draghi
Mario Draghi
Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi
Mario Draghi
Mario Draghi
Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi
Mario Draghi
Mario Draghi
Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi
O presidente do Banco Central Europeu (BCE) acenou esta terça-feira com a possibilidade de mais estímulos económicos e de cortes adicionais nas taxas de juro, de forma a controlar a baixa inflação na Zona Euro.

O discurso de Mario Draghi, no último Fórum do BCE do seu mandato, deu confiança aos investidores e fez descer os juros da dívida de vários países - incluindo Portugal - para níveis historicamente baixos.

"Num cenário de ausência de melhorias, de tal forma que um regresso sustentado da inflação até ao objetivo do BCE esteja ameaçado, estímulos adicionais serão necessários", afirmou o banqueiro em Sintra, onde decorre a reunião.

Draghi admitiu que "cortes adicionais nas taxas de juros e medidas de mitigação para conter quaisquer efeitos colaterais continuam a fazer parte das nossas ferramentas".

O banqueiro reconheceu que "todas estas opções foram colocadas e discutidas na última reunião" do conselho de governadores. "Se a crise mostrou alguma coisa é que vamos usar toda a flexibilidade no âmbito do nosso mandato para cumprir o nosso mandato - e vamos fazê-lo novamente para responder a quaisquer desafios que se coloquem à estabilidade."

Segundo a Bloomberg, os investidores preveem uma descida de 10 pontos base na taxa de referência do BCE até ao final do ano. JP Morgan e Commerzbank admitem que a mexida seja no verão.

Portugal em mínimo histórico de 0,5%
As palavras de Mario Draghi tiveram efeito quase imediato na dívida pública portuguesa: a meio da manhã de terça-feira, as Obrigações do Tesouro português negociavam nos 0,569%, um novo mínimo histórico.

Mas o grande feito histórico foi o facto de, pela primeira vez, os juros a dez anos da dívida pública francesa e sueca atingirem os 0% no mercado secundário. Na prática, os investidores não 'cobram' nada a estes dois países para emprestar dinheiro durante uma década.
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