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Correio da Manhã

Economia
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“É preciso que todos trabalhem mais”

O ministro da Economia afirmou esta sexta-feira que o tecido empresarial português está a reinventar-se, mas que todos terão que trabalhar mais para superar a crise e ninguém pode sentir-se descansado.
4 de Novembro de 2011 às 19:51
Ministro da Economia afirmou esta sexta-feira que o tecido empresarial português está a reinventar-se
Ministro da Economia afirmou esta sexta-feira que o tecido empresarial português está a reinventar-se FOTO: Lusa

As declarações de Álvaro Santos Pereira foram preferidas após uma visita a três empresas de Oliveira de Azeméis - à fábrica da Simoldes, à unidade de plásticos Polisport e à empresa do designer de calçado Luís Onofre -, onde o governante afirmou: "Estas empresas mostram como o País se está a reinventar. Setores como o calçado, o têxtil e os moldes são verdadeiros campeões nacionais, que nos orgulham e mostram que em Portugal existe uma revolução silenciosa a acontecer na indústria portuguesa e que as empresas estão cada vez mais a apostar na internacionalização e em produtos de alto valor acrescentado."  

O ministro garante, contudo, isso implicará mais esforço. "Todos vamos ter que trabalhar mais - não há o mínimo de dúvidas sobre isso", assegura. 

"Num momento de sacrifícios e dificuldades, temos que tomar consciência de que só trabalhando mais, só arregaçando as mangas e só empenhando-nos em mais trabalho, mais dinamismo, mais inovação e mais empreendedorismo é que sairemos da crise nacional".  

Álvaro Santos Pereira defende que, "mais do que subsídios e ajudas do Governo, as empresas precisam que o Estado as ajude a ter melhores condições de negócio e de investimento", mas considera que, mesmo estando reunidos todos esses factores, o alerta se justifica. "Nunca podemos ficar descansados", diz o governante.

"No mundo altamente competitivo que temos, com a crise internacional que vivemos e com a crise nacional em que estamos, nunca podemos baixar os braços - nem o Governo, nem as empresas, nem as famílias, nem ninguém lá em casa".  

Quanto ao número de horas adicionais não remuneradas que esse esforço poderá vir a representar no horário laboral de cada trabalhador, o ministro da Economia argumenta que, "mais do que falar em X número de horas, o que interessa é criar condições para esse X número de horas ser utilizado de forma racional e competitiva, de forma a que as empresas possam produzir e exportar mais, para saírem da crise actual".  

"As empresas dizem sempre que uma das principais coisas que querem é flexibilidade", explica o governante. "A proposta de meia hora adicional por dia está a ser discutida em sede de concertação social - onde o Governo está com espírito de diálogo, para ouvir os seus parceiros -, mas também sabemos que este tipo de medidas é importante para aumentar a competitividade da economia portuguesa e tudo faremos para ter empresas mais fortes, porque  sem empresas não há emprego".  

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