Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
2

"É uma perda de tempo" tentar que Multibanco seja pago

Devido à regulação em vigor dizer que não se pode cobrar comissões, o BPI não perde "muito tempo a pensar sobre isso".
Lusa 29 de Julho de 2019 às 14:47
Pablo Forero, presidente executivo do BPI
Pablo Forero, presidente executivo do BPI
Pablo Forero, presidente executivo do BPI
Pablo Forero, presidente executivo do BPI
Pablo Forero, presidente executivo do BPI
Pablo Forero, presidente executivo do BPI
Pablo Forero, presidente executivo do BPI
Pablo Forero, presidente executivo do BPI
Pablo Forero, presidente executivo do BPI
O presidente executivo do BPI, Pablo Forero, disse esta segunda-feira em Lisboa que "é uma perda de tempo" tentar fazer com que os levantamentos no Multibanco sejam pagos, e que o banco não vai "tentar mudar a lei".

"Não vamos tentar mudar a lei. Acho que é um facto e temos de viver com isso", disse Pablo Forero sobre a gratuitidade dos levantamentos no Multibanco, em conferência de imprensa de apresentação dos resultados do BPI no primeiro semestre.

Pablo Forero afirmou que, devido à regulação em vigor dizer que não se pode cobrar comissões, o BPI não perde "muito tempo a pensar sobre isso".

"Faz parte dos custos de fazer banca em Portugal e tens que aceitar, e é uma perda de tempo estar a tentar mudar isto, porque é muito pouco provável que alguém mude", conformou-se Pablo Forero, explicando que nos resultados do banco os custos com a rede interbancária existem tal como existem os pagamentos ao "Fundo de Resolução Bancária para o BES" e outros custos regulamentares.

No entanto, o gestor não deixou de dizer que "manter um multibanco tem custos", nomeadamente de "manutenção", de se ter de "mudar os multibancos quando já estão velhos", de se "carregar dinheiro todos os dias" ou os gastos com "seguros".

"E ninguém paga isto. Pagam os bancos", referiu, acrescentando que se podem "queixar e falar disto", mas tentar mudar a lei não podem tentar. "É o que é. Temos outras vantagens", defendeu o responsável.

Na mesma conferência de imprensa, Pablo Forero referiu ainda que a transição dos clientes do banco da aplicação móvel MB Way para do BPI "correu lindamente".

"As coisas correram muito bem. Todos os clientes que estavam a utilizar MBWay, ou praticamente todos, mudaram para a aplicação do banco", afirmou Forero, acrescentando que foi um processo bom para o BPI, mas também "para o MB Way".

"Aumentámos o número de utilizadores da aplicação do banco, que era positivo e, interessantemente, o número de clientes a utilizar MBWay, mas agora já dentro da aplicação do banco, aumentou 40% face ao final do ano", detalhou o gestor.

Na apresentação de resultados do primeiro trimestre, Pablo Forero tinha rejeitado que se tratasse de "concorrência desleal" cobrar transferências através do MB Way, enquanto mantém gratuitas estas operações na sua aplicação, e já tinha explicado que "as transferências MB Way de um cliente do BPI feitas através da aplicação do banco são grátis".

O lucro do BPI caiu 63% no primeiro semestre para 134,5 milhões de euros, anunciou hoje o banco justificando os resultados com os impactos positivos extraordinários registados no primeiro semestre de 2018 e que não se repetiram em 2019.

Em comunicado, a instituição sinaliza que a queda no lucro dos primeiros seis meses é explicada pelos impactos positivos extraordinários de 118 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2018, essencialmente ganhos com a venda de participações, mas também pela alteração da classificação contabilística do Banco Fomento de Angola (BFA) no final de 2018.
MBWay Multibanco Pablo Forero BPI Lisboa dinheiro comissões regulamentação leis
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)