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Correio da Manhã

Economia
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Papa faz milagre no PIB em Portugal

O “motor” do progresso económico vai abrandar, efeito da visita do Papa a Fátima será irrepetível nos próximos anos.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 5 de Outubro de 2017 às 01:30
A visita do Papa a Fátima fez “disparar” as exportações de serviços no setor do turismo
Dinheiro
Notas de 500 euros
A visita do Papa a Fátima fez “disparar” as exportações de serviços no setor do turismo
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Notas de 500 euros
A visita do Papa a Fátima fez “disparar” as exportações de serviços no setor do turismo
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A economia portuguesa vai continuar a crescer nos próximos anos, mas a um ritmo mais lento. O boletim de outubro do Banco de Portugal mantém a previsão de uma subida de 2,5% da riqueza em 2017, mas revê em baixa o consumo privado (1,9%) e o investimento (8%).

Em relação ao "motor" que está a fazer acelerar a economia - o Turismo - também ele vai conhecer um travão. As exportações relacionadas com o turismo subiram 15,3% nos primeiros seis meses do ano, a que não foi alheia a visita do Papa Francisco a Fátima (13 de Maio). Os responsáveis do Banco de Portugal dizem mesmo que é preciso recuar à Expo 98 para encontrar um volume de receitas do turismo semelhante.

O modelo de crescimento económico da geringonça baseado no investimento, nas exportações e num consumo interno moderado, "é sustentável" e pode garantir vários anos de convergência com a União Europeia.

A instituição liderada por Carlos Costa considera mesmo que a meta do défice definida para o fim do ano, 1,5%, é "claramente atingível", mesmo considerando o reforço de capital da Caixa Geral de Depósitos.

Ontem a Unidade Técnica de Apoio Orçamental disse que o défice está a diminuir a um ritmo superior ao previsto para todo o ano, tendo caído até agosto quase o dobro do antecipado para 2017.

Banco de Portugal não vê bolha imobiliária
O Banco de Portugal considera que "não existe nenhuma bolha imobiliária" em Portugal. Segundo a instituição de Carlos Costa "as bolhas imobiliárias são provocadas quando a compra de casas é feita a crédito. O que estamos a assistir neste momento em Portugal são aquisições de imóveis com capitais próprios".

O banco considera normal que os preços oscilem no mercado, mas refere que está "atento" a qualquer sinal de alarme, e pronto para intervir, recusando-se a "diabolizar" o setor imobiliário.
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