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Correio da Manhã

Economia
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Economia deve regressar à convergência real

O Presidente da República, Cavaco Silva, lançou esta quinta-feira o desafio do “regresso à convergência real” da economia portuguesa com o grupo de países mais desenvolvidos da União Europeia (UE), na sessão de abertura do 2º Congresso Nacional de Economistas, a decorrer em Lisboa.
11 de Outubro de 2007 às 12:31
Cavaco Silva quer colocar Portugal na linha da frente da União Europeia
Cavaco Silva quer colocar Portugal na linha da frente da União Europeia FOTO: Inácio Rosa/Lusa
“Não podemos conformar-nos com uma rotina mínima, ao sabor de flutuações conjunturais. Precisamos, isso sim, de um regresso à convergência real com um grupo de países mais desenvolvidos da UE”, declarou o Chefe de Estado.
No seu discurso, Cavaco Silva sublinhou que Portugal tem acumulado vários desequilíbrios “insustentáveis”, cuja resolução considera ser “essencial”, sob pena de constituírem “não apenas um problema de curto prazo, mas acima de tudo um pesado obstáculo ao desenvolvimento futuro”.
O relançamento da economia passa pelo desenvolvimento das exportações, que deve ser feito de modo continuado e sustentado, para que não dependa dos ciclos económicos ou oportunidades pontuais.
O Presidente da República mostrou-se preocupado com o elevado défice externo que absorve recursos essenciais para o crescimento económico e pode tornar-se “fonte de sérios constrangimentos”.
O Estado deve continuar a prosseguir o controle das finanças públicas, para que Portugal possa garantir elevados níveis de competitividade.
“Inaceitável é qualquer atitude de resignação perante o desempenho da economia portuguesa nestes primeiros anos do século XXI”, realçou Cavaco Silva, acrescentando que a atitude perante os desafios “deve ser de responsabilidade, mas também de confiança, pois devemos encarar o futuro com firme vontade de vencer”.
A inovação, a integração europeia e a globalização podem ser “oportunidades”, que trarão “melhoria do bem-estar e da qualidade de vida dos cidadãos”.
Perante uma plateia de economistas, Cavaco Silva não deixou de pedir uma “especial atenção”, para as Pequenas e Médias Empresas (PME), uma vez que estas são fundamentais para o desenvolvimento da economia.
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