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Correio da Manhã

Economia
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Economia está a abrandar

A economia portuguesa progrediu 1,6 por cento no segundo trimestre deste ano comparando com o mesmo período de 2006.
15 de Agosto de 2007 às 00:00
O ministro realçou o investimento, com um dinamismo que não se registava há três anos
O ministro realçou o investimento, com um dinamismo que não se registava há três anos FOTO: Manuel Moreira
Tal percentagem foi divulgada ontem pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, que faz uma estimativa rápida do comportamento do nosso produto interno bruto 45 dias após o trimestre em análise.
Segundo a mesma fonte, a expansão económica portuguesa foi de 0,4 por cento do primeiro para o segundo trimestres de 2007, menos 0,4 por cento que de Outubro, Novembro e Dezembro de 2006 para Janeiro a Março últimos.
A desaceleração faz parte das “oscilações normais”, segundo o ministro das Finanças, que chamou à atenção para a recuperação sólida e para a tendência de equilíbrio nas contas públicas.
Em declarações à Lusa, Fernando Teixeira dos Santos deu mais importância ao “andamento dos valores anuais” que à evolução trimestral.
Para o primeiro semestre de 2007, o titular da pasta das Finanças mantém a previsão de crescimento de 1,8 por cento.
O governante lembrou que a economia dos países da zona euro, tendo por base o Eurostat, também desacelerou do primeiro para o segundo trimestres de 2007. Mas “se se analisar a evolução dos números do crescimento trimestral, estas oscilações são habituais. Este é um padrão de comportamento que não é de estranhar”. Acrescentou que o nosso crescimento económico está mais forte e que terá beneficiado de um maior contributo da procura interna, principalmente do investimento, cujo maior dinamismo não acontecia há cerca de três anos.
O INE também divulgou a taxa de inflação, 2,4 por cento no mês passado, igual à de Julho de 2006.
De Junho para Julho últimos, os preços baixaram, em média, 0,3 por cento. O organismo especializado em estatísticas apurou que a quebra se deveu sobretudo aos preços de artigos de vestuário e calçado, os quais desceram 4,7 por cento.
Quanto à taxa de inflação média anual, caiu para 2,5 por cento, mantendo-se a tendência de diminuição iniciada em Fevereiro de 2007.
MERCADOS INSTÁVEIS
Os mercados accionistas voltaram a registar fortes quebras na sessão de ontem, apesar de o Banco Central Europeu ter injectado mais 7,7 mil milhões de euros no sistema financeiro e afirmado que “as condições no mercado monetário são, outra vez, quase normais”. Nos últimos quatro dias úteis, a autoridade monetária presidida por Jean-Claude Trichet emprestou aos bancos um total de 211,256 mil milhões de euros, como prevenção de possível falta de liquidez. A Reserva Federal dos Estados Unidos da América também interveio no mercado bancário, com um total de 64 mil milhões de dólares (47,12 mil milhões de euros).
Mas os mercados accionistas, à excepção da primeira sessão desta semana, voltaram a mostrar-se receosos. Os principais índices bolsistas fecharam com perdas superiores a um por cento, excepto o alemão Dax.
As autoridades monetárias actuaram para a tranquilidade. Mas os investidores estão nervosos. As verbas injectadas são só por causa da crise do crédito hipotecário norte-americano, onde parece existir apenas um por cento de incumprimento?
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