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Correio da Manhã

Economia
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Economia europeia vai abrandar

A economia europeia deverá registar um abrandamento nos próximos dois anos. De acordo com as previsões económicas de Outono, divulgadas esta sexta-feira pela Comissão Europeia (CE), a economia europeia deverá crescer a um ritmo mais lento em 2008 e 2009, devendo ficar nos 2,4 por cento face aos 2,9 por cento estimados para 2007 .
9 de Novembro de 2007 às 12:24
As previsões de abrandamento devem também ocorrer na Zona Euro, com o crescimento a passar de 2,6 por cento em 2007 para 2,2 em 2008 e 2,1 no ano seguinte.
Trata-se de uma revisão em baixa das perspectivas económicas da Primavera, divulgadas em Maio passado, com o executivo comunitário a assinalar, no entanto, que, devido a um "contexto mundial ainda positivo" e "parâmetros macroeconómicos sólidos", essa revisão no sentido descendente é limitada a 0,3 pontos percentuais em 2008, tanto na UE a 27 como no espaço monetário único.
A Comissão estima também um crescimento "relativamente sustentado do emprego", com a criação de 8 milhões novos postos de trabalho na UE entre 2007 e 2009, além dos 3,5 milhões criados em 2006, o que, a concretizar-se, contribuirá para a redução da taxa de desemprego da União para 6,6 por cento em 2009 (7,1 na Zona Euro).
Já a inflação deverá aumentar nos próximos trimestres, mas deverá diminuir para cerca de 2 por cento em meados de 2008 na zona do euro.
Quanto ao défice orçamental, Bruxelas continua a acreditar que em 2007 diminuirá para atingir "o nível mais baixo desde há muitos anos", tanto no conjunto da União Europeia como na Zona Euro, mas prevê que, em termos estruturais, se assista posteriormente a uma interrupção da consolidação orçamental.
As previsões apontam para uma diminuição do défice das administrações públicas em 2007 para 1,1 por cento do PIB na União Europeia (era de 1,6 por cento em 2006) e 0,8 por cento na "Eurolândia" (contra 1,5 por cento no ano passado), mas o cenário para 2008 é menos risonho, prevendo "um agravamento em alguns países, devido ao abrandamento da actividade económica e à utilização de receitas excepcionais para financiar despesas suplementares nalguns países".
A Comissão estima então que se verifique um aumento do défice global em 2008, situando-o em 1,2 por cento do PIB na UE e em 0,9 por cento na zona do euro, devendo estabilizar-se em 2009, "no pressuposto de políticas inalteradas".
Em termos estruturais, a consolidação orçamental deverá ser interrompida em 2008 e 2009.
Segundo as previsões de Outono, a dívida das administrações públicas encontra-se numa trajectória descendente, prevendo-se que se situe em 63,4 por cento do PIB na zona do euro em 2009 e que diminua para menos de 60 por cento na UE já em 2007 Por fim, antecipando os riscos de deterioração, a Comissão considera-os "acentuados", apontando designadamente os acontecimentos ocorridos nos mercados financeiros e a possibilidade de um abrandamento económico mais acentuado ou mais prolongado nos Estados Unidos.
A Comissão adverte também que "a ocorrência de novos aumentos do preço do petróleo, bem como dos produtos alimentares e de base, pode implicar riscos de recrudescimento" da inflação face ao cenário de base.
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