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Correio da Manhã

Economia
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ECONOMIA MAIS RENTÁVEL

O rendimento agrícola aumentou 1,9 por cento em 2003, face ao ano anterior, com a produção de grande parte dos produtos a reduzir-se, mas com os preços a subirem, anunciou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE).
3 de Julho de 2004 às 00:00
Em 2003, foi invertida a situação registada um ano antes, quando o rendimento agrícola real tinha diminuído 5,5 por cento, embora se tenham verificado acréscimos de produção.
Os dados referentes ao ano passado, ontem divulgados pelo INE, referem que o Rendimento Empresarial Líquido (REL) também cresceu, mas com uma variação mais elevada, de 6,3 por cento, para cerca de 2,2 mil milhões de euros.
A explicação para esta evolução pode passar pela “subida do valor da produção provocada por um aumento dos preços agrícolas associada à redução do consumo intermédio e ao acréscimo do valor dos subsídios”.
O valor da produção do ramo agrícola, a preços correntes, aumentou 1,5 por cento ficando pouco acima dos seis mil milhões de euros.
Este resultado é explicado pela subida da produção vegetal, de quatro por cento, apesar da quebra da produção animal, com menos 2,1 por cento.
A produção de azeite e de vinho aumentou no ano passado, face ao ano anterior, enquanto os cereais, frutos e frango registaram uma quebra. Nas suas Estatísticas Agrícolas de 2003, o INE refere que a produção de azeite cresceu 17 por cento face à campanha anterior, atingindo 362 mil hectolitros. “O azeite apresenta uma elevada qualidade [baixa acidez]”, salientou o INE.
Quanto ao vinho, a produção expressa em mosto para a vindima foi de sete milhões de hectolitros, mais 10 por cento que na última campanha.
A superfície dos cereais de Outono/Inverno desceu cerca de 20 por cento face à média dos cinco anos (1998-2002). Nos frutos, a produção de pêra caiu 30 por cento e a maçã, caiu cinco por cento, enquanto para o pêssego e kiwi a queda foi de seis por cento.
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