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Correio da Manhã

Economia
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Economia portuguesa saiu da recessão

A economia portuguesa cresceu no terceiro trimestre do ano, pelo segundo trimestre consecutivo.
14 de Novembro de 2013 às 10:12
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PIB, recessão, economia FOTO: Sérgio Lemos

A economia portuguesa cresceu no terceiro trimestre do ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) a aumentar 0,2% face ao segundo trimestre.

Em comparação homóloga, ou seja face a igual período de 2012, a evolução da economia portuguesa mantém-se em valores negativos.

De acordo com a estimativa rápida do PIB no terceiro trimestre, hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia voltou a crescer pelo segundo trimestre consecutivo, quando comparado com o trimestre anterior.

A subida do PIB de 0,2% no terceiro trimestre, face ao segundo trimestre, ocorre depois de um crescimento de 1,1% registado no segundo trimestre de 2013, em relação aos primeiros três meses do ano.

A saída da recessão da economia portuguesa acontece depois de dois anos e meio de evoluções negativas do PIB, que se prolongaram durante dez trimestres seguidos.

PIB EUROPEU REGISTA SUBIDA

Também a economia europeia registou um crescimento ligeiro no terceiro trimestre de 2013. De acordo com a estimativa rápida hoje divulgada pelo gabinete oficial de estatísticas da UE (Eurostat), o PIB cresceu 0,1% na Zona Euro e 0,2% no conjunto da União Europeia (UE), em comparação com o trimestre anterior, depois de já ter crescido 0,3% em ambos no período entre abril e junho.

Em termos termos homólogos, no terceiro trimestre de 2013 a economia da Zona Euro recuou 0,4%, enquanto o PIB do conjunto da UE cresceu 0,1%.

REAÇÕES

"Hoje é um dia importante para Portugal, para os trabalhadores que se têm esforçado e conseguiram, ao fim de 10 trimestres consecutivos, ter dois trimestres consecutivos a crescer. Estou em crer que hoje muitos portugueses começam cada vez mais a perceber que este caminho está quase a chegar ao fim e que, nas dificuldades, nas exigências, no rigor, tem valido a pena." (Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS-PP)

"O Governo, nem ninguém, está autorizado a dizer que há sinais de crescimento económico. Quanto muito pode falar num abrandamento da recessão. Isto resulta porque o Governo teve de devolver o subsídio de férias e permitiu algum aumento da procura interna." (Jerónimo de Sousa, PCP)

"Considero uma inversão da tendência extremamente importante, tem o significado de que o pior já passou. É essencial promover o investimento e reforçar a resiliência das empresas para que possam aceder ao financiamento” (Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos)

"Se compararmos o terceiro trimestre em relação ao segundo, há uma pequena melhoria dos dados económicos, que vem do consumo, a procura interna reduziu-se menos do que o esperado. Não podemos deixar de concluir que este pequeno aumento do consumo é coincidente com a altura em que o Tribunal Constitucional trava os cortes previstos pelo Governo” (Mariana Mortágua, deputada BE)

"É razão para nos sentirmos mais confiantes relativamente ao futuro, particularmente depois de termos recebido em 2011 um país que estava na pré-bancarrota, verdadeiramente enfiado dentro de um buraco escuro. Começamos hoje a ver sinais positivos que se acumulam nas diferentes vertentes de atuação da nossa economia e também sinais na área social que são relevantes" (Marco António Costa, porta-voz do PSD)

"Estamos muito longe do milagre económico que o Governo tem anunciado. Tivemos, segundo os dados do INE, um crescimento de 0,2% e isso é positivo e o Partido Socialista quer saudar esse crescimento, mas temos que olhar com atenção para estes números, porque, face ao período homólogo, continuamos a cair 1%" (Rui Paulo Figueiredo, deputado socialista)

"É um sinal muito tímido, mas uma notícia que agrada" (António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal)

"Nada nos diz que vamos começar a crescer, pelo contrário, tudo nos leva a crer que vamos continuar com uma economia ou em recessão ou em estagnação e, como sabemos, nós não precisamos de uma nem de outra, precisamos de pôr a economia a crescer" (Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP)

 

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