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Correio da Manhã

Economia
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Economista diz que Portugal e Grécia não deviam estar no euro

O economista norte-americano Kenneth Rogoff afirmou esta sexta-feira que “Portugal e a Grécia nunca deviam ter sido admitidos na zona euro”, considerando inevitável uma reestruturação da dívida grega e também da portuguesa.
23 de Setembro de 2011 às 15:43
Kenneth Rogoff é professor na Universidade de Harvard nos EUA
Kenneth Rogoff é professor na Universidade de Harvard nos EUA FOTO: Reuters

O ex-chefe do gabinete de estudos do FMI, cargo que ocupou de 2001 a 2003, disse ao jornal alemão ‘Frankfurter Allgemeine’ que “a Grécia e Portugal nunca deviam ter sido admitidos na zona euro. Isso foi um exagero, tal como foi um exagero admitir a Eslováquia e a Letónia”. 

Rogoff referiu também que os políticos europeus não querem ouvir falar de uma eventual insolvência “porque não têm um plano para estancar o incumprimento, mas a posição dos governos europeus não é credível, porque a Grécia não poderá cumprir os seus compromissos”. 

O professor de Economia da Universidade de Harvard afirma também que se a Grécia cair “aumentará o receio de não se poder aguentar Portugal e a Irlanda, e as preocupações estender-se-ão à Espanha e à Itália”.

Segundo Rogoff, “é preciso um plano para conter o risco de contágio, e de momento não há nenhum, pelo que se a Grécia amanhã falhar, a primeira coisa que vão fazer é comprar títulos da dívida pública de Portugal, mas isso é absurdo, porque a dívida de Portugal também tem de ser reestruturada”.  

George Soros, guru das finanças internacionais, defendeu num artigo publicado no ‘Financial Times Deutschland’ que para resolver a crise das dívidas soberanas “é preciso considerar a hipótese de a Grécia, Portugal e Irlanda já não poderem pagar as suas dívidas e terem de deixar o euro".   

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