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Correio da Manhã

Economia
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EDP constituída arguida por corrupção ativa no processo das rendas excessivas

Ex-secretário de estado da energia também arguido.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 13 de Julho de 2020 às 01:30
EDP
EDP FOTO: Reuters
A EDP, enquanto empresa e pessoa coletiva, vai ser constituída arguida no processo que investiga as rendas excessivas na energia. Até agora, apenas António Mexia e Manso Neto, que entretanto foram suspensos das funções de CEO da EDP e da EDP Renováveis, pelo juiz Carlos Alexandre, estavam constituídos arguidos por quatro crimes de corrupção ativa e um de participação económica em negócio. Agora em causa está a contratação pela elétrica do pai do ex-secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, para uma Comissão das Autarquias como consultor externo.  

Acontece que, pelos estatutos da própria empresa, essa comissão só admitia quadros da própria EDP e não consultores externos. Os procuradores Carlos Casimiro e Hugo Neto consideram que, desta forma a EDP pagou os favores concedidos pelo ex-secretário de Estado de Passos Coelho. Aliás, o pedido de constituição de arguido é extensível ao próprio Artur Trindade (filho). Os procuradores querem que ele seja ouvido por Carlos Alexandre, se possível até 24 de julho ou, em alternativa, nos dias 6 e 7 de agosto, relativos ao factos relacionados com o seu pai.
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