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Correio da Manhã

Economia
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Eletricidade vai descer 18 cêntimos por mês

Tarifas propostas pela ERSE beneficiam um milhão de clientes do mercado regulado.
Raquel Oliveira 16 de Outubro de 2019 às 01:30
Clientes do mercado regulado têm um ano para migrarem para o liberalizado
Cristina Portugal lidera a entidade reguladora do setor energético
Clientes do mercado regulado têm um ano para migrarem para o liberalizado
Cristina Portugal lidera a entidade reguladora do setor energético
Clientes do mercado regulado têm um ano para migrarem para o liberalizado
Cristina Portugal lidera a entidade reguladora do setor energético
A eletricidade deverá baixar 0,4% no próximo ano, de acordo com a proposta anunciada ontem pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Numa fatura média de 43,90 euros, a poupança será de 18 cêntimos mensais.

Esta descida nas tarifas irá beneficiar os clientes do mercado regulado, um universo de cerca de um milhão de clientes. Os restantes cinco milhões de consumidores que já estão no mercado liberalizado terão agora de esperar pela comunicação das respetivas comercializadoras.

Para as famílias com tarifa social, as poupanças ascendem a 13,81 euros, entre a descida de preços e a aplicação do desconto social mensal de 33,8%, já confirmado para o próximo ano pelo secretário de Estado da Energia, João Galamba.

Os clientes do mercado regulado têm agora um ano para migrarem para as empresas que operam no mercado livre, caso se mantenham os prazos definidos pelo Executivo e que preveem a liberalização total a partir de janeiro de 2021.

A descida de preço proposta resulta da conjugação do preço da energia e dos custos do sistema energético, onde se incluem, nomeadamente, os proveitos das empresas e a despesa com os incentivos políticos da energia. A redução da dívida tarifária para valores de 2012 também tem uma influência positiva.

Tarifas pagas por todos desceram 8%
As tarifas de acesso às redes de energia desceram, nos últimos cinco anos, cerca de 8%, uma das razões para a baixa do preço em geral do mercado regulado.

Trata-se de uma das componentes mais importantes na definição da tarifas da eletricidade, pagas por todos os consumidores, quer do mercado regulado quer do liberalizado. Esta é uma redução que depende diretamente da ação da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

Dívida recua a valores de 2012
A proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) reflete a diminuição da dívida tarifária em 460 milhões de euros. Em 2020, esta dívida irá fixar-se em 2757 milhões de euros, ou seja, abaixo do valor de 2012. Em cinco anos, a dívida caiu 2,3 mil milhões de euros.

SAIBA MAIS
1995
A liberalização do mercado elétrico em Portugal foi feita de forma progressiva entre 1995 e 2006. Desde 4 de setembro de 2006 que todos os consumidores no País podem escolher o fornecedor de energia elétrica .

Distribuição de clientes
No final de agosto, estavam no mercado livre de eletricidade 5,2 milhões de clientes. No mercado regulador permaneciam 1,06 milhões clientes. O período transitório para a migração para o mercado livre termina a 31 de dezembro de 2020.
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