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Correio da Manhã

Economia
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Elisa Ferreira já tem substituta na supervisão dos bancos no Banco de Portugal

Decisão foi anunciada numa deliberação publicada em Diário da República.
Jornal de Negócios 12 de Setembro de 2019 às 12:00
Elisa Ferreira
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Ana Paula Serra vai substituir Elisa Ferreira na supervisão dos bancos no Banco de Portugal. A escolha é feita depois de ter sido anunciado que a até agora vice-governadora do banco liderado por Carlos Costa vai assumir a pasta de coesão e reformas na Comissão Europeia. 

Foi na reunião de 3 de setembro do conselho de administração do Banco de Portugal que a decisão foi tomada. No departamento de supervisão prudencial, a "vice-governadora Elisa Maria da Costa Guimarães Ferreira [é] substituída, nas suas ausências e impedimentos, pela administradora Ana Paula de Sousa Freitas Madureira Serra", de acordo com deliberação publicada esta quinta-feira, 12 de setembro, em Diário da República. 

Ana Paula Serra é administradora do Banco de Portugal desde setembro de 2017 e tem a pasta de recursos humanos, estatística, contabilidade e controlo e gestão de risco. Foi também membro do conselho de auditoria do regulador. 

Foi esta semana que Ursula von der Leyen, presidente eleita da Comissão Europeia, revelou as atribuições de cada um dos nomes que vai integrar o próximo órgão executivo da União Europeia. Além dos fundos estruturais, Elisa Ferreira irá também tutelar o novo mecanismo orçamental destinado a promover a convergência e competitividade no seio da Zona Euro.

Quanto ao lugar da vice-governadora, apenas se encontrará um substituto após as eleições. Tal como o Negócios avançou, o Governo não se quer antecipar ao processo e por isso não vai tomar qualquer decisão enquanto a nomeação não for confirmada, o que impede quaisquer escolhas antes das eleições legislativas.

O Parlamento Europeu só se pronuncia sobre as escolhas a 22 de outubro, com vista à tomada de posse do novo Executivo comunitário a 1 de novembro.

No que toca à substituição de Hélder Rosalino, o mandato termina em setembro e pelas regras pode ser renovado. Apesar da marcação de eleições, o Executivo mantém plenas funções até à data do sufrágio. No entanto, o Negócios sabe que o Governo não quer avançar por considerar que já estaria a nomear demasiado perto do fim da sua própria legislatura, o que não acha politicamente adequado.
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