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Correio da Manhã

Economia
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EMPRESA DE XEQUE LEVADA A TRIBUNAL

O Tribunal de Loulé começou a ouvir ontem as testemunhas arroladas no âmbito do processo cível contra a Pinheiros Altos, empresa do milionário saudita xeque Mohamed Bin Isser Al Jaber, interposto pela Constrorrepara – Construção e Reparação de Edifícios, de Almancil, por uma alegada dívida no valor de cerca de 11,5 milhões de euros.
16 de Setembro de 2004 às 00:00
O grupo do xeque rejeita a acusação, alegando que quem não cumpriu o contrato foi a construtora.
A Constrorrepara, responsável pela edificação do Hotel Meridien Royal Algarve, na Quinta do Lago, propriedade da Pinheiros Altos, acusa o grupo dirigido pelo empresário da Arábia Saudita de incumprimento de pagamentos por trabalhos de construção daquela unidade de cinco estrelas, cujo contrato de empreitada ascende aos 32 milhões de euros, pelo que suspendeu a obra em Janeiro deste ano.
Ontem, o tribunal ouviu o director do BCP em Faro, António Viegas, que confirmou a existência de um acordo entre as partes envolvidas para suportar os pagamentos à Constrorrepara, através da emissão de letras até ao ‘plafond’ de sete milhões de euros, que seriam descontadas mediante as facturas apresentadas pela construtora e cujos juros seriam imputados à Pinheiros Altos. Um recurso que visou garantir o início da obra em Fevereiro de 2002, até à constituição de um sindicato bancário, condição imposta pelo BCP para que fosse disponibilizado o financiamento no valor global de 60 milhões de euros.
A proposta chegou a seduzir o BPI e o BES, mas, segundo o director do BCP, divergências com a Pinheiros Altos relacionadas com a negociação do terreno, inviabilizaram a constituição do sindicato bancário, pelo que em Novembro de 2003 o BCP travou o processo. A testemunha admitiu ainda desconhecer se o valor das letras emitidas correspondia ao das facturas presentes pela Constrorrepara à Pinheiros Altos.
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