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Correio da Manhã

Economia
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Empresários da restauração manifestam-se com tachos em frente à AR

O Movimento Nacional de Empresários da Restauração (MNER) vai manifestar-se na terça-feira com tachos em frente à Assembleia da República, em Lisboa, para exigir a redução do IVA do setor de 23 para seis por cento.
15 de Outubro de 2012 às 19:10
Sector da restauração tem sofrido com IVA a 23%
Sector da restauração tem sofrido com IVA a 23% FOTO: Rui Miguel Pedrosa

Criado há cerca de 2,5 meses, este movimento de âmbito nacional que conta com o apoio de várias associações do setor da restauração e de comerciantes pretende chamar a atenção do Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho para o facto de que, se mantiver a atual taxa de IVA, conduzirá ao desemprego 100 mil pessoas e levará à falência 40 mil empresas.

Tais números foram apresentados hoje à tarde numa conferência de imprensa em Lisboa pelo coordenador do movimento, o empresário José Pereira.


"Este movimento surgiu porque era urgente que esta classe acordasse e porque queremos a baixa do IVA para seis por cento, até por uma questão de equidade no setor -- já que os hotéis pagam seis por cento -- e também porque se apenas descesse para 13 por cento, provavelmente não seria suficiente para impedir o encerramento de pelo menos 20 por cento dos restaurantes do país", sublinhou.


Neste momento -- revelou -, "entre 30 e 35 por cento das empresas de restauração já não estão a pagar impostos ao Estado, porque não conseguem fazer face às despesas de funcionamento, pagar salários e ainda os impostos".


Segundo José Pereira, este "é um setor vital para a economia do país, para o turismo: uma das três principais razões pelas quais os turistas visitam o país é a gastronomia, que é muito rica". Por isso, além do mais, frisou, a questão da subsistência do setor da restauração "é uma questão de preservação da nossa cultura: a nossa gastronomia tradicional tende a desaparecer".


"A alternativa é tornarmo-nos clandestinos, porque não temos uma lei que nos defenda", observou.
E passou a explicar, dando um exemplo: "Se um restaurante quiser fazer um bom arroz de cabidela e for buscar uma galinha caseira, criada com farelo e milho, e se a dona da galinha não estiver coletada, a ASAE [Autoridade de Segurança Alimentar e Económica] fecha o restaurante e a pessoa vai presa".


O protesto, para o qual se deslocarão pelo menos quatro mil pessoas, em 80 autocarros vindos de todo o País, inicia-se pelas 16h00.

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