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Correio da Manhã

Economia
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Empresários de futebol na mira do Fisco

Apenas uma décima parte daquilo que os empresários de futebol realmente ganham são declarados, sendo ocultados os restantes 90 por cento, estima a Direcção-Geral dos Contribuições e Impostos que já elaborou um guia que servirá para orientar a inspecção no combate à fuga.
19 de Março de 2007 às 15:25
As informações, revela o Jornal de Notícias na edição desta segunda-feira, constam do relatório das Finanças, que serve de manual nas acções de controlo já a serem efectuadas aos clubes e a pelo menos 33 empresários.
O documento aponta “os pontos fracos a procurar nos negócios e quais os procedimentos que os inspectores tributários devem adoptar nas fiscalizações, as rubricas a observar na contabilidade e as informações a cruzar com as autoridades policiais”, explica o diário.
Entre as formas mais utilizadas de fuga ao Fisco figuram o uso de contratos paralelos, a ocultação de receitas, a manipulação de recursos, a utilização de falsos donativos ou de facturas falsas.
Além destes esquemas, o estudo expõe como circulam os dinheiros no pagamento de transferências, verbas de prémios e salários pagos sob a forma de direitos de imagem.
Uma das aplicações práticas, e já em vigor, consiste numa extensa base de dados dos intervenientes dos negócios da bola que recorrem à utilização de empresas sedeadas em paraísos fiscais - as denomidadas offshores - um dos métodos mais recorrentes para iludir o Fisco, sobretudo no que toca à transferência de jogadores.
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