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Correio da Manhã

Economia
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Energia mais cara 2,9% em 2010

A electricidade vai aumentar 2,9 por cento no próximo ano, para todos os consumidores, residenciais ou industriais, de acordo com a proposta da Entidade Reguladora para os Serviços Energéticos (ERSE).
16 de Outubro de 2009 às 00:30
Vítor Santos preside à ERSE
Vítor Santos preside à ERSE FOTO: D.R.

 Uma subida que se traduz num agravamento em mais 1,07 euros por mês, numa factura média mensal de 40 euros.

Metade dos consumidores concentra-se na tarifa simples (com uma potência de 3,45 kVa) e, para estes, que têm uma factura média mensal de 26 euros, o aumento traduz-se em 1,01 euros mensais.

Já os clientes da tarifa bi-horária, que pagam em média 53 euros por mês, vão ver a sua factura reduzida em 1,56 euros mensais. Trata-se de uma opção que, desde que correctamente utilizada, representa uma poupança mensal de 1,4 por cento.

Uma economia que poderá explicar o número cada vez maior de consumidores que optam pela tarifa bi-horária (com dois preços diferentes em função do período do dia em que é utilizada): até Julho deste ano, mais de 100 mil clientes passaram para esta tarifa, elevando o seu número total para 720 mil.

A crise económica é a principal razão apontada pela ERSE para o aumento proposto: como há menos consumo, nomeadamente industrial, o peso do custo das redes agravou-se, já que há menos a pagar pelas mesmas infra-estruturas.

Esta proposta será ainda analisada pelo Conselho Tarifário da ERSE (onde estão os representantes dos consumidores e das empresas) e a entidade reguladora fixará definitivamente o aumento até 15 de Dezembro, para que as novas tarifas possam entrar em vigor a partir de 1 de Janeiro até Dezembro de 2010.

PORMENORES

MADEIRA E AÇORES

A proposta de aumentos da ERSE para as ilhas é ligeiramente inferior à do Continente, fixando-se nos 2,7 por cento para os Açores e 2,8 por cento para a Madeira.

MATÉRIAS-PRIMAS

A beneficiar a tarifa está, segundo a ERSE, a redução significativado preço do petróleo e do gás em 2009, quando em 2008 tinha atingido máximos históricos.

DISTRIBUIÇÃO

A ERSE prevê uma redução de três por cento no consumo de energia, o que provoca um aumento do custo com o sistema de distribuição. Ou seja, como a rede se mantém mas o consumo é menor, todos acabam por ter de pagar mais.

FALTA O PARECER

A proposta de aumento da ERSE, presidida por Vítor Santos, será ainda objecto de um parecer , que não é vinculativo, do Conselho Tarifário, onde estão os representantes dos consumidores e das empresas.

DÉFICE TARIFÁRIO ATINGE OS 2,019 MILHÕES DE EUROS

O défice tarifário português, ou seja, a diferença acumulada entre o que a energia custa e o que os consumidores pagam, situa-se actualmente nos 2,019 milhões de euros. Uma factura que os portugueses vão ter de pagar ao longo do tempo, por o preço não reflectir o custo, e que pesa no valor proposto. Parao próximo ano, este factor tem um peso de 181,78 milhões de euros.

 Para além do défice tarifário, também o custo com as energias renováveis e as despesas da rede entram para o cálculo do aumento dos 2,9 por cento previstos para 2010.

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