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Correio da Manhã

Economia
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Entrada no novo ano traz aumento de preços

Arrendar casa, comprar carro, usar os transportes públicos ou comprar pão ou ovos vai ficar mais caro.
Bruno de Castro Ferreira 24 de Dezembro de 2017 às 01:30
Novos preços têm em conta a inflação registada este ano
Padaria
Habitação
Carris
Novos preços têm em conta a inflação registada este ano
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Novos preços têm em conta a inflação registada este ano
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Em 2018, grande parte dos portugueses poderá contar com um aumento do rendimento disponível por via do crescimento do Salário Mínimo Nacional, da introdução de novos escalões de IRS e do aumento das prestações sociais. Mas, por outro lado, arrendar casa, comprar e ter carro, usar os transportes públicos ou, simplesmente, adquirir pão ou ovos, vai sair mais caro em 2018. Além disso, o fim dos duodécimos vai fazer diferença no final do mês.

A primeira alteração foi promulgada esta semana pelo Presidente da República. O salário mínimo vai subir para 580 euros já em janeiro, o que se traduz num aumento bruto de 23 euros mensais. Ao mesmo tempo, acabou a sobretaxa de IRS para todos e os funcionários públicos começarão a sentir o efeito do descongelamento das carreiras. Em 2019, quando os contribuintes acertarem contas com as Finanças, a maioria dos agregados deverá pagar menos IRS por via do aumento do número de escalões desse imposto.

Além disso, o fim do pagamento em duodécimos aos funcionários públicos e trabalhadores do setor privado vai encolher o salário mensal. Apesar de, no final do ano, o rendimento ser o mesmo, os subsídios de Natal e de férias passarão a ser pagos por inteiro em junho e dezembro, respetivamente.

No que toca à habitação, arrendar casa vai ficar mais caro: quase seis euros por cada 500 euros de renda. Comprar e ter carro também vai ficar mais caro, em linha com o aumento da inflação. Já quanto aos combustíveis, está tudo dependente da evolução do mercado.

Circular nas autoestradas e nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama também vai custar mais e nem quem anda de transportes públicos escapa aos aumentos.

Na alimentação, leite, ovos e pão devem ficar mais caros mas, para compensar, a conta da farmácia deve baixar. No próximo ano, os preços vão continuar a crescer. O Banco de Portugal estima que a inflação atinja os 1,4%, duas décimas acima do valor previsto para a zona euro.

Energia só desce dez cêntimos por cada fatura de 50 €
O preço da eletricidade vai descer 0,2% no próximo ano. De acordo com as tarifas aprovadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, a redução será de cerca de 10 cêntimos numa fatura de 50 euros.

Já quando ao gás, as tarifas só são definidas em julho. Este ano, o preço do gás desceu.

Novo salário mínimo triplica inflação 
O salário mínimo vai aumentar 4,1% em 2018, quase três vezes mais do que a inflação. Quem ganha menos terá um aumento real do poder de compra em 2018. 

Renda da casa de 500 euros sobe 5,6 € 
Quem tem casa arrendada vai pagar mais 1,12 euros por cada 100 de renda, valor que corresponde à inflação registada até agosto de 2017, exceto habitação. Uma renda de 500 euros vai subir 5,6 euros.

Carcaça custará 24 cêntimos em Lisboa 
O preço do pão deve aumentar 20% em 2018, por força do aumento do preço dos combustíveis, do salário mínimo e da matéria-prima. Em Lisboa, uma carcaça passa a custar 0,24 €.

Passe pode ficar 2% mais caro em janeiro  
O preço dos transportes públicos pode subir até 2%. Assim, em Lisboa, o passe Navegante pode ficar 70 cêntimos mais caro (36,90 euros) enquanto o Andante, no Porto, pode encarecer 0,60€.
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