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Correio da Manhã

Economia
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E.ON sobre EDP: "Não conseguimos oferecer mais"

A alemã E.ON, uma das empresas derrotadas na corrida à privatização da EDP, disse esta quinta-feira que não estava em posição de fazer uma oferta mais elevada do que os 2,5 mil milhões pelos 21,35 por cento da eléctrica.
22 de Dezembro de 2011 às 18:33
Após ter falhado a entrada na EDP, liderada por António Mexia, a E.ON vai-se concentrar na estratégia de expansão do negócio das energias renováveis
Após ter falhado a entrada na EDP, liderada por António Mexia, a E.ON vai-se concentrar na estratégia de expansão do negócio das energias renováveis FOTO: Manuel Vicente

"A aquisição de uma participação na EDP teria sido favorável para a E.ON e para a EDP. No entanto, não conseguimos de oferecer mais do que podíamos justificar como um valor apropriado tendo em conta a criação de valor", afirmou em comunicado o presidente da E.ON, Johannes Teyssen, no dia em que o Governo anunciou que os chineses da Three Gorges Corporation foram os escolhidos para a aquisição da participação pública de 21,35 por cento na EDP.   

Em comunicado ao regulador do mercado, a Parpública, empresa gestora de participações públicas, anunciou que "a referida alienação será efectuada pelo preço global de 2,69 mil milhões de euros, incorporando um prémio de 53,6 por cento em relação ao preço de mercado no dia 21 de Dezembro", em que a eléctrica, liderada por António Mexia, fechou a valer 2,246 euros. 

O presidente do conselho de administração e 'chairman' da E.ON explica ainda que tomou esta decisão [em relação ao valor da proposta] para salvaguardar interesse dos seus accionistas e das partes interessadas internas e externas (stakeholders)", adiantando que, após ter falhado a entrada na EDP, a eléctrica  se vai concentrar na estratégia de expansão do negócio das energias renováveis. 

A E.ON adianta que vai investir cerca de sete mil milhões de euros, nos próximos cinco anos, em projectos de energias renováveis, entre os quais três parques eólicos offshore, no Mar do Norte e no Mar Báltico.    

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