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Estamos compradores no sector dos media

O presidente da Cofina afirmou ontem que o Grupo “está comprador de Media”. Paulo Fernandes falava na conferência de Imprensa em que deu a conhecer a separação dos negócios de Media (onde se inclui o Correio da Manhã) e Indústria, com estes últimos a integrarem a ‘holding’ ALTRI.
16 de Dezembro de 2004 às 00:00
Borges de Oliveira, Paulo Fernandes e Laurentina Martins apresentaram a estratégia da Cofina
Borges de Oliveira, Paulo Fernandes e Laurentina Martins apresentaram a estratégia da Cofina FOTO: Pedro Aperta/Jornal de Negócios
“A Lusomundo Media é apetecível e pode ser gerida de uma forma diferente. Já demos provas do que conseguimos fazer, e seria saudável que a PT desinvestisse no sector dos Media”, afirmou Paulo Fernandes, que esclareceu que, “neste momento” não existe nenhuma proposta da Cofina no Grupo PT.
O presidente da Cofina afastou a possibilidade de uma “compra hostil” e mandou um recado às forças políticas; “os accionistas da PT estão também preocupados com a rentabilidade dos seus investimentos. Com a ‘bênção política’ do Bloco Central estão criadas as condições para que se realize o negócio sem muito ruído”.
Em relação à televisão (o Grupo Cofina é o único grupo de Media sem um canal televisivo), Paulo Fernandes recordou que a Cofina “concorreu activamente à privatização do canal 2, que foi uma promessa feita pela coligação no Governo”.
A separação das áreas de negócio será feita através de uma cisão simples da Cofina com o destaque para ALTRI da participação social detida pela Celulose do Caima. A ALTRI SGPS ficará com as participações da F. Ramada (100 por cento), da Celulose do Caima (98,7 por cento) e da Vista Alegre Atlantis (19,8 por cento).
“A ALTRI é uma ‘holding’ que se posiciona ao lado da Cofina”, referiu Paulo Fernandes. Os accionistas da nova ‘holding’ serão os mesmos, assim como a equipa de gestão.
Para as acções representativas do capital social da ALTRI (58 milhões de euros) será solicitada à Euronext a admissão para a sua negociação no mercado, o que os responsáveis da Cofina esperam que seja despachado favoravelmente antes da escritura de formalização da nova sociedade prevista para Março de 2005.
NOTAS
COTAÇÃO
O título Cofina fechou ontem a valorizar 1,91 por cento, cotando-se nos 3,74 euros. O mercado recebeu bem a separação das duas áreas de negócio.
UM POR UM
A cisão simples dará como contrapartida aos actuais accionistas uma acção da ALTRI por cada acção detida na Cofina.
DIVIDENDOS
A política de dividendos será diferente para as duas ‘holdings’. No caso dos Media, a expansão prevista levará ao pagamento de dividendos mais reduzidos do que aqueles que deverão ser pagos pela ‘holding’ industrial.
BPI FAZ OPERAÇÃO
A operação de cisão dos negócios do Grupo Cofina será feito pelo Banco Português de Investimento.
INVESTEC PERDE
A ‘holding’ Investec, que até agora agrupava as participações de Media do Grupo Cofina perde importância na estrutura, não desaparecendo completamente e permanecendo como uma sub-‘holding’ no negócio.
DÍVIDA
A dívida actual da Cofina ficará repartida em cerca de 54 por cento pela ALTRI e em cerca de 46 por cento pela Cofina.
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