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Correio da Manhã

Economia
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Estar “no mesmo saco” que Grécia é “risco grande”

Portugal está a correr um "risco grande" ao ser "colocado no mesmo saco" que a Grécia, pois se este país entrar em incumprimento pode dar-se uma fuga de capitais da economia portuguesa, disse à agência Lusa o economista Ricardo Reis.

16 de Abril de 2010 às 19:52
Estar “no mesmo saco” que Grécia é “risco grande”
Estar “no mesmo saco” que Grécia é “risco grande” FOTO: direitos reservados

"Se a Grécia tem uma crise, há um risco grande de os investidores retirarem o dinheiro de Portugal, espoletando uma crise no nosso país", afirma o economista, reagindo aos recentes artigos publicados na imprensa norte-americana sobre a situação financeira portuguesa.        

O suplemento económico do ‘The New York Times’ traz esta sexta-feira um artigo de primeira página intitulado ‘Subida de Taxas Obrigacionistas Transfere Preocupações para Portugal’.

Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, e Peter Boone, do Centro de Desempenho Económico da London School of Economics, publicaram  no site no ‘New York Times’ um artigo defendendo que o país corre o risco de bancarrota e incumprimento, no qual chamam a Portugal "o próximo problema global".         

Para Ricardo Reis, professor da Universidade de Columbia, apesar de  a situação portuguesa ser melhor do que a grega, este artigo ilustra bem "o perigo de contágio".          

"Mesmo para estes dois observadores bem informados, Grécia e Portugal estão no mesmo saco, pelo que suspeito que seja assim com a maior parte  dos investidores internacionais", disse à Lusa. 

"A Grécia tem um problema enorme de finanças públicas, e que envolve manipulações extremas da contabilidade pública e uma expansão brutal do numero de funcionários públicos e das suas regalias nos últimos 10 anos. Isto não aconteceu em Portugal na última década", diz Ricardo Reis.    

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