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Correio da Manhã

Economia
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Estradas de Portugal vai requalificar o IP2 no Baixo Alentejo

A Estradas de Portugal garante que a requalificação do IP2, no Baixo Alentejo, vai ser concluída e admite requalificar o IP8, aproveitando parte das obras efectuadas no âmbito da construção de lanços da A26, já suspensa.
30 de Outubro de 2012 às 14:16
No passado sábado houve uma marcha lenta uma marcha lenta por estradas do Baixo Alentejo, que juntou cerca de 200 veículos, para reivindicar a requalificação do IP2 e do IP8
No passado sábado houve uma marcha lenta uma marcha lenta por estradas do Baixo Alentejo, que juntou cerca de 200 veículos, para reivindicar a requalificação do IP2 e do IP8 FOTO: Carlos Pinto

A garantia foi dada pelo presidente da Estradas de Portugal (EP) aos presidentes da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), da Turismo do Alentejo e da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (NERBE/AEBAL), numa reunião, que decorreu na segunda-feira. 

As três entidades representam um conjunto de 22 instituições do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral que exigem a qualificação do IP2, entre São Manços e Castro Verde, e do IP8, neste caso aproveitando os investimentos feitos na construção dos lanços da A26 entre Santa Margarida do Sado e Beja, que foram suspensos. 

Em comunicado enviado à Lusa, os presidentes das três instituições explicam que, na reunião, o presidente da EP informou que "a preocupação mais premente" é a conclusão das obras de requalificação do IP2, incluídas na subconcessão Baixo Alentejo e que estão paradas, porque é a estrada que oferece "mais problemas de segurança rodoviária". 

Segundo as informações do presidente da EP, a renegociação com o consórcio detentor da subconcessão Baixo Alentejo, a Estradas da Planície, que irá permitir o desenvolvimento da empreitada de requalificação do IP2 "não está ainda concluída", mas deverá ser "resolvida nos moldes" já apresentados pela empresa. Ou seja, após serem requalificados, os troços do IP2 entre São Manços e Castro Verde, incluídos na subconcessão Baixo Alentejo, regressarão à esfera de actuação directa da EP, para operação e manutenção. 

Na reunião, o presidente da EP informou também que a empresa está a preparar um plano de requalificação da rede rodoviária nacional sob a sua alçada e que poderá contemplar a qualificação do IP8, aproveitando "parte da obra iniciada" no âmbito da construção dos troços da A26 suspensos. 

O eventual aproveitamento das obras será feito "de acordo com uma relação custo/benefício", que a EP considere "possível e adequada", refere o comunicado, indicando que a EP irá discutir o plano com as entidades da região quando estiver "pronto a apresentar", o que deverá acontecer até ao final deste ano. 

Para exigir a requalificação do IP2 e do IP8, as 22 instituições, através da comissão organizadora, constituída pela CIMBAL, pela Turismo do Alentejo e pela NERBE/AEBAL, já promoveram uma vista às obras suspensas da A26 e uma marcha lenta por estradas do Baixo Alentejo e ruas de Beja, que decorreu no passado sábado e junto cerca de 200 veículos. 

As 22 instituições também já pediram uma reunião com o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. A EP chegou a acordo com a Estradas da Planície, que prevê uma poupança para o Estado de 338 milhões de euros no âmbito da subconcessão Baixo Alentejo. 

A redução traduz-se, entre outras medidas, na retirada da subconcessão e suspensão dos trabalhos de construção dos lanços da A26 entre Relvas Verdes e Grândola e entre Santa Margarida do Sado e Beja.

IP 2 IP 8 Baixo Alentejo
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