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EUA anuncia nova tarifa de 12,5% contra Brasil por trabalho forçado

Poucos instantes após o anúncio dos EUA, o Governo brasileiro rechaçou a decisão da sobretaxa

23 de julho de 2026 às 23:49

Os Estados Unidos anunciaram esta quinta-feira uma nova tarifa de 12,5% aos produtos brasileiros, justificada pela alegada ineficácia do Brasil no combate ao ingresso de mercadorias fabricadas com trabalho forçado.

A sobretaxa anunciada por Washington se aplica a 60 parceiros comerciais, sendo que as alíquotas variam entre 10% e 12,5% e são justificadas aos países que adotaram ou não medidas que visam proibir a prática do trabalho forçado.

A nova alíquota começa a valer na madrugada desta sexta-feira

No caso brasileiro, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou, em documento divulgado hoje, que o Brasil está entre os países que «falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado».

Além do Brasil, a taxa de 12,5% será aplicada também a China, Argentina, Austrália, Índia, Reino Unido, Rússia e África do Sul.

Já a taxa de 10% será aplicada ao Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão, porque USTR reconheceu que esses países fizeram esforços para reduzir a importação de produtos entendidos por Washington como originários de trabalho forçado.

Poucos instantes após o anúncio dos EUA, o Governo brasileiro rechaçou a decisão da sobretaxa

«Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais».

A Nota do Palácio do Planalto disse ainda que «tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade».

O Brasil também pretende levar «o tema ao mecanismo de solução de controvérsias» da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Essa nova sobretaxa soma-se a outra taxa de 25% que passou a valer na quarta-feira, a partir de uma investigação comercial do USTR, que acusou o Brasil de adotar práticas comerciais desleais contra as empresas norte-americanas, citando, por exemplo, o PIX e o etanol brasileiro.

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