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Correio da Manhã

Economia
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Eurogrupo dá mais sete anos a Portugal

Governo português terá de especificar ainda as medidas que vão compensar as que foram 'chumbadas' pelo Tribunal Constitucional.
12 de Abril de 2013 às 15:34

Os ministros das Finanças da zona euro apoiaram esta sexta-feira, em Dublin, o alargamento em sete anos do prazo para Portugal e a Irlanda pagarem os empréstimos concedidos ao abrigo dos programas de ajustamento.

O anúncio foi feito pelo presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, em conferência de imprensa no final da reunião informal dos ministros das Finanças da zona euro, explicando que uma decisão "positiva" depende do que for decidido esta sexta-feira, no encontro alargado aos titulares da pasta das Finanças dos 27 Estados-membros (Ecofin).

Segundo Dijsselbloem, trata-se de uma "decisão conjunta" do Eurogrupo e do Ecofin, pelo que será necessário esperar pelas conclusões da reunião dos ministros das Finanças dos 27.

O presidente do Eurogrupo explicou que a extensão das maturidades terá de ser aprovada em alguns parlamentos europeus, o que deverá acontecer "na próxima semana, semana e meia" e adiantou que a aprovação final do alargamento do prazo para o pagamento dos empréstimos acontecerá nas próximas reuniões formais dos ministros das Finanças europeus, que decorrerão em maio, em Bruxelas.

Isto porque, antes de um acordo final, Portugal terá de especificar as medidas que vão compensar as que foram 'chumbadas' pelo Tribunal Constitucional e geraram um 'buraco' de 1.326 milhões de euros.

Durante a conferência de imprensa, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, saudou o "acordo" para a extensão das maturidades dos empréstimos português e irlandês, qualificando-o como "um passo importante" para o regresso dos dois países aos mercados.

Rehn afirmou estar confiante que o Ecofin desta sexta-feira também dê 'luz verde' à extensão das maturidades.

Na conferência de imprensa, o presidente do Eurogrupo disse ainda esperar que o Governo português chegue a acordo com a 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) sobre novas medidas que compensem aquelas chumbadas pelo Tribunal Constitucional "nas próximas semanas", de modo a "fechar" a sétima avaliação.

O empréstimo português totaliza 78 mil milhões de euros, enquanto o irlandês ascende a 85 mil milhões de euros.

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