Em janeiro, as exportações tinham registado subidas de 11,9% e 8,6%, respetivamente.
As exportações e as importações aumentaram 11,9% e 3,3% em fevereiro, respetivamente, em termos nominais e face ao período homólogo, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em janeiro, as exportações tinham registado subidas de 11,9% e 8,6%, respetivamente.
Excluindo combustíveis e lubrificantes, registou-se um acréscimo de 13,5% nas exportações (13,7% em janeiro) e um aumento de 2,9% nas importações (9,9% em janeiro).
Segundo o INE, as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda "explicam grande parte do aumento das exportações de fevereiro", sendo que, quando excluídas estas transações sem transferência de propriedade, as exportações "registaram um acréscimo mais modesto", de 1,5% face ao período homólogo.
No que se refere às importações, quando excluídas as transações sem transferência de propriedade, aumentaram 4,8%.
Em termos de categorias de produtos, em fevereiro destaca-se a subida das exportações de "fornecimentos industriais" (+37,3%), sobretudo produtos químicos para a Alemanha, cujo aumento ficou a dever-se, essencialmente, ao acréscimo das transações com vista a ou na sequência de trabalho por encomenda (sem transferência de propriedade), que representaram 28,0% da totalidade das exportações nesta categoria (+23,7 pontos percentuais do que no período homólogo).
Em fevereiro de 2025, e tendo em conta os principais países de destino das exportações portuguesas em 2024, o INE salienta o aumento de 73,4% das exportações para a Alemanha, mas nota que, se excluídas as transações sem transferência de propriedade, o acréscimo das vendas para este país se ficou pelos 2,3%.
Destaque ainda para o acréscimo de 5,9% das exportações para Espanha.
Relativamente às importações, em fevereiro destacaram-se os aumentos das compras de "bens de consumo" (+9,8%), de "máquinas e outros bens de capital" (+4,8%) e de "combustíveis e lubrificantes" (+6,7%).
No segundo mês do ano, e tendo em conta os principais países parceiros no ano anterior, salienta-se o acréscimo das importações provenientes da China (+30,4%), principalmente de "máquinas e aparelhos" e de produtos "químicos", e de França (+15,6%), maioritariamente "veículos e outro material de transporte".
Em sentido contrário, o INE destaca o decréscimo das importações provenientes da Irlanda (-36,7%), maioritariamente produtos "químicos", em resultado do "valor significativo de transações sem transferência de propriedade registadas no mesmo mês do ano anterior".
Considerando o trimestre terminado em fevereiro de 2025, as exportações e as importações aumentaram, respetivamente, 7,5% e 5,6% em termos homólogos (+2,6% e +6,4%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em janeiro de 2025).
Se excluídas as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda, as exportações registaram um aumento de 1,3% e as importações de 4,5% no trimestre até fevereiro.
De acordo com o INE, no mês de fevereiro de 2025 os índices de valor unitário (preços) registaram variações positivas em ambos os fluxos, o que não acontecia desde fevereiro de 2023, aumentando 0,5% nas exportações e 0,4% nas importações (-0,4% e -0,8%, respetivamente, em janeiro de 2025; -4,5% e -6,0% em fevereiro de 2024).
Excluindo os produtos petrolíferos, a variação foi ligeiramente superior nas exportações (+0,8%, face a -0,1%, em janeiro de 2025 e -3,5%, em fevereiro de 2024), enquanto nas importações foi nula (-0,7%, em janeiro de 2025; -6,0% em fevereiro de 2024).
Em cadeia, relativamente ao mês anterior, em fevereiro as exportações e as importações aumentaram, respetivamente, 3,0% e 5,3% (+25,4% e +1,6%, pela mesma ordem, em janeiro de 2025).
No segundo mês deste ano, os dados do INE apontam ainda que o défice da balança comercial diminuiu 483 milhões de euros em termos homólogos, mas aumentou 254 milhões de euros face a janeiro, atingindo 1.952 milhões de euros.
No entanto, quando excluídas as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda, o défice da balança comercial totalizou 2.468 milhões de euros, em resultado do agravamento de 320 milhões de euros face a fevereiro de 2024 e de 402 milhões de euros relativamente ao mês anterior.
Os combustíveis e lubrificantes representaram 29,8% do défice da balança comercial em fevereiro de 2025 (20,6% em janeiro de 2025; 19,6% em fevereiro de 2024). Expurgado do efeito destes produtos, o défice totalizou 1.370 milhões de euros, o que corresponde a uma diminuição de 588 milhões de euros face a fevereiro de 2024, apesar do agravamento de 21 milhões de euros em relação ao mês anterior.
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