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Correio da Manhã

Economia
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'Face Oculta': Paiva Nunes terá de pagar caução de 25 mil euros

Paiva Nunes, um dos quinze arguidos no processo 'Face Oculta' e administrador da EDP Imobiliária, conheceu esta terça-feira as medidas de coacção que lhe foram aplicadas pelo juiz de instrução criminal de Aveiro no âmbito das investigações ao caso.
17 de Novembro de 2009 às 11:24
Paiva Nunes
Paiva Nunes FOTO: Rui Oliveira

O administrador foi condenado a pagar uma caução de 25 mil euros, ficando ainda suspenso de funções, proibido de sair do País e de contactar com os restantes arguidos.

Recorde-se que o arguido auto-suspendeu-se de funções, mas o Tribunal resolveu aplicar-lhe essa medida, fazendo com que fosse o primeiro empregado do Estado envolvido no processo com esta medida de coacção.

Paiva Nunes foi constituído arguido por alegadamente ter recebido um Mercedes, no valor de 50 mil euros, em contrapartida de fornecer informações privilegiadas sobre concursos públicos da Petrogal, a pedido de Armando Vara, a Manuel Godinho, principal arguido no processo.

O arguido está acusado de crimes de corrupção activa e passiva, podendo igualmente estar indiciado pelo crime de associação criminosa, ainda não confirmado pelo Tribunal de Aveiro.

Entretanto, o presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), José Penedos, continua a ser ouvido.

O seu filho, o advogado Paulo Penedos, também arguido no processo, chegou há instantes ao Tribunal de Aveiro, para ser ouvido no âmbito das investigações ao caso.   

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