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Famílias perdem confiança devido à guerra no Médio Oriente e temem futuros aumentos de preços nos bens e serviços

Confiança dos consumidores cai em março para mínimos de 2023. Clima económico em baixa com quebra de confiança no comércio e na construção.

31 de março de 2026 às 01:30

A guerra no Médio Oriente atirou o indicador de confiança dos consumidores para o valor mais baixo desde dezembro de 2023 e o de clima económico para mínimos de um ano. Segundo os inquéritos de conjuntura do Instituto Nacional de Estatística, este recuo da confiança das famílias, observado em março, resulta “sobretudo dos expressivos contributos negativos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do País e da situação financeira do agregado familiar”.

Num contexto marcado pela incerteza causada pelo conflito no Médio Oriente, cresceram os receios das famílias sobre futuros aumentos nos preços dos bens e serviços. “O saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços aumentou nos últimos três meses, tendo registado em março o segundo maior aumento da série e o valor mais elevado desde março de 2022”, descreve o gabinete de estatísticas.

Entre as empresas, a degradação do clima económico deve-se, sobretudo, à queda da confiança nos setores do comércio e da construção. No caso do comércio, os empresários antecipam uma diminuição da atividade e do volume de vendas.

Na construção, o recuo observado em março reflete “o contributo negativo das perspetivas de emprego”. Já as expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentaram em todos os setores, num mês marcado pela pressão exercida pela guerra sobre o custo dos combustíveis.

SOLUÇÃO MAIS RÁPIDA

O ministro da Agricultura defendeu esta segunda-feira, em Bruxelas, que o desconto de 10 cêntimos por litro no gasóleo agrícola é “a solução mais rápida” para apoiar os agricultores e pescadores. José Manuel Fernandes salientou, ainda, que o Governo não exclui a adoção de outras medidas, “se necessário”.

Fertilizantes

Com o bloqueio do estreito de Ormuz a travar cerca de um terço do comércio de fertilizantes, antecipam-se eventuais aumentos nos preços dos alimentos.

REBOQUES

As empresas de pronto-socorro ameaçam recusar serviços nas autoestradas e vias rápidas, no fim de semana da Páscoa, depois de terem sido excluídas dos apoios aos combustíveis atribuídos pelo Governo às empresas de transportes. 

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