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Correio da Manhã

Economia
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Faria de Oliveira deixa presidência da CGD

Na base deste pedido está a acumulação de responsabilidades e funções de Faria de Oliveira na presidência da CGD e da Associação Portuguesa de Bancos.
29 de Maio de 2013 às 20:45

O presidente do Conselho de Administração da CGD, Fernando Faria de Oliveira, formalizou esta quarta-feira, junto da comissão de auditoria do banco público, o seu pedido de renúncia ao cargo que ocupa na instituição, disseram à agência Lusa fontes bancárias.

O banqueiro informou o presidente da comissão de auditoria da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Eduardo Paz Ferreira, que, tal como já tinha manifestado verbalmente ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar, a 01 de novembro de 2012, bem como noutras ocasiões, oficializa a renúncia à presidência não executiva do banco estatal.

Segundo as referidas fontes, que pediram para não ser identificadas, na base deste pedido está a acumulação de responsabilidades e funções de Faria de Oliveira na presidência da CGD e da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

Face à intensidade do trabalho que Faria de Oliveira tem exercido no âmbito da liderança da entidade que representa a banca portuguesa, sobretudo, num momento de grandes alterações regulatórias e estruturais que o setor bancário atravessa, o gestor decidiu concentrar-se no trabalho na APB, cessando as suas funções no banco público.

Faria de Oliveira liderava a CGD desde 2008, primeiro como presidente executivo - após a saída de Carlos Santos Ferreira para o BCP -, e, depois de o modelo de governação do banco ter sido alterado, passou a 'chairman' [presidente não executivo], tendo entrado José de Matos, que fez carreira no Banco de Portugal, para a liderança executiva da CGD.

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