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Correio da Manhã

Economia

Faria de Oliveira espera “Governo de guerra”

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Faria de Oliveira, disse esta terça-feira esperar que o próximo Executivo formado pelo PSD e CDS-PP seja "um Governo de guerra", para fazer cumprir o acordo que foi estabelecido com a troika.
14 de Junho de 2011 às 20:47
Faria de Oliveira defendeu que novo Governo é "oportunidade única de resolvermos problemas que se arrastam há muito"
Faria de Oliveira defendeu que novo Governo é 'oportunidade única de resolvermos problemas que se arrastam há muito' FOTO: Diogo Pinto

"Do meu ponto de vista penso que se vai formar um Governo de guerra, que seja capaz de actuar com toda a força no sentido de fazer cumprir o que está no programa e transmitir lá fora que Portugal, em períodos de dificuldade, sempre foi capaz de superar as dificuldades", disse Faria de Oliveira à Agência Lusa.  

O presidente da CGD vincou ainda a necessidade de Portugal cumprir o acordo estabelecido com a troika, acrescentando que se trata de "uma oportunidade única de resolvermos problemas que se arrastam há muito" tempo. "Precisamos de ajustar o que está errado e de conseguir formas de ter um crescimento económico sustentado", afirmou.  

Para isso, o presidente da CGD defendeu que é preciso "corrigir o modelo de crescimento do país, investir nas áreas dos bens transaccionáveis e uma banca que apoie a economia".  

Faria de Oliveira, que falava em Aveiro à margem de uma conferência integrada no 28.º Conselho Aberto da CGD, abordou ainda a questão da dívida pública grega, defendendo uma reestruturação pela via do alargamento dos prazos. "Temos que esperar que a Grécia encontre solução para esta aflição e, acima de tudo, que isto não tenha um efeito de arrastamento", disse, defendendo que a União Europeia deve apoiar os países em maior dificuldade.

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