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Correio da Manhã

Economia
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Fatura da luz ‘paga’ 150 milhões de euros à banca

Ex-presidente da ERSE alerta para os custos do défice tarifário devido a opções políticas.
Raquel Oliveira 12 de Julho de 2018 às 08:37
Jorge Vasconcelos, ex-presidente da ERSE, considera que o sistema tarifário sofre de “grande opacidade”
Lâmpada
Jorge Vasconcelos, ex-presidente da ERSE, considera que o sistema tarifário sofre de “grande opacidade”
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Jorge Vasconcelos, ex-presidente da ERSE, considera que o sistema tarifário sofre de “grande opacidade”
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O défice tarifário na eletricidade custa, só em juros, 150 milhões de euros anuais aos clientes da energia. Trata-se de "mais uma transferência dos consumidores para a banca ", considerou esta quarta-feira o ex-presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Jorge Vasconcelos respondia assim a um deputado bloquista, no âmbito da comissão de inquérito às rendas da energia, que calculou em 417 milhões de euros os ganhos da EDP com a dívida tarifária – este ano, em torno dos 3,5 mil milhões de euros.

Para o ex-presidente da ERSE, a imputação dos juros aos consumidores foi "uma opção política" tal como o foi a aprovação dos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), contra a opinião da entidade reguladora, que alertou para os custos destes contratos para os clientes.

A este propósito, considerou mesmo que foi alvo de "ataques orquestrados". Jorge Vasconcelos acusou ainda o sistema tarifário de "grande opacidade" e admitiu mesmo não conseguir fazer contas às tarifas da eletricidade.

O engenheiro demitiu-se da ERSE em 2007, depois de o primeiro-ministro de então, José Sócrates, ter travado o aumento das tarifas, o que está na origem do défice tarifário.

Fisco sem 474 milhões com fim de adicional ao ISP
O fim do adicional ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) proposto pelo CDS-PP implica uma perda de receita de 474 milhões de euros num ano, disse o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes.

O centrista Pedro Mota Soares recordou que a criação do adicional em 2016 - que se traduziu num aumento de seis cêntimos na gasolina e no gasóleo - seria revisto e desceria em função do preço do petróleo.
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