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Correio da Manhã

Economia
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FESAP rejeita proposta de aumentos

A Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) rejeitou esta segunda-feira a proposta do Governo de um aumento salarial de 2,9 por cento dos funcionários públicos para 2009, na primeira reunião de um dia de negociações suplementares.
22 de Dezembro de 2008 às 14:41
FESAP rejeita proposta de aumentos
FESAP rejeita proposta de aumentos FOTO: d.r.

O secretário-coordenador da FESAP, Nobre dos Santos, em declarações à imprensa à saída da reunião com o Governo, declarou que "não houve qualquer hipótese de entendimento entre as partes", uma vez que "o Governo manteve a sua irredutibilidade", ao manter a proposta inicial de um aumento salarial de 2,9 por cento para 2009.

Já a anterior ronda de negociações tinha terminado sem acordo, com os sindicatos a rejeitar a proposta por considerarem que não compensa a perda do poder de compra dos últimos anos.

De acordo com Nobre dos Santos, à saída do encontro de hoje, o Governo manteve a sua proposta alegando as dificuldades económicas geradas pela conjuntura internacional e a crise.

No âmbito da negociação suplementar entre Governo e sindicatos da Função Pública sobre os salários de 2009, a equipa do ministério das Finanças encontra-se hoje também com a Frente Comum e com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

A Frente Comum (CGTP) reivindica um aumento de cinco por cento para 2009 e um aumento intercalar de 0,9 por cento para colmatar o poder de compra perdido em 2008.

A Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) apresentou inicialmente ao Governo uma proposta de aumentos de 3,5 por cento mais a recuperação dos 0,9 por cento perdidos ao longo de 2008 mas na penúltima ronda negocial deixou cair a reivindicação dos 0,9 por cento.

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que inicialmente reivindicava aumentos de quatro por cento, também baixou a sua proposta sucessivamente para 3,5 e 3,4 por cento.

Os funcionários públicos tiveram este ano um aumento salarial de 2,1 por cento, o valor que o Governo previa para a taxa de inflação, mas na proposta de Orçamento do Estado para 2009 o Executivo estima agora chegar ao final do ano com uma taxa de 2,9 por cento.

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