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Correio da Manhã

Economia
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Fim da gravata para 10 500 funcionários

"É um corte de despesa que não custa às pessoas, os outros [que é necessário fazer] poderão custar mais".

16 de Julho de 2011 às 00:30
Assunção Cristas acredita que se a medida tiver êxito pode ser alargada a toda a Administração
Assunção Cristas acredita que se a medida tiver êxito pode ser alargada a toda a Administração FOTO: Pedro Catarino

A afirmação é de Assunção Cristas, a ministra da Agricultura e Ambiente, e refere-se à poupança que será possível doravante com a redução no ar condicionado, que permite aos funcionários masculinos deixar de usar gravata.

A medida abrange os 10 500 funcionários dos 1500 edifícios do Ministério da Agricultura e Ambiente de todo o País, podendo alargar-se a toda a Administração Pública se os resultados forem positivos, afirmou ontem Assunção Cristas num encontro no Ministério, onde alguns homens já dispensaram a gravata.

Além do efeito esperado na factura da electricidade, o corte no ar condicionado, subindo a temperatura aos 25 graus, permite ainda a redução de energia e emissões de dióxido de carbono.

Além da redução no ar condicionado, Assunção Cristas propõe outras medidas visando a eficiência energética e a diminuição da emissão de gases com efeito de estufa. A ministra pretende ainda "privilegiar as comunicações electrónicas e as videoconferências para evitar as deslocações de automóvel". O Governo deseja reduzir o consumo de energia na Administração Pública em 30% até 2020. A associação ambientalista Quercus aplaudiu, entretanto, a medida da governante e defendeu que a mesma se devia estender a toda a Administração.

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