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Correio da Manhã

Economia
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FIRMAS DE CAMIÕES PEDEM APOIOS FISCAIS

Os patrões das empresas de camionagem querem ser discriminados, pela positiva, em relação às empresas que possuem frotas próprias de veículos de transporte de mercadorias. Assim, pedem ao Governo que encontre uma fórmula fiscal que os beneficie.
27 de Setembro de 2003 às 00:00
Segundo disse em declarações ao Correio da Manhã Alberto Álvaro Teixeira, presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Mercadorias (Antram), à margem da abertura do sétimo congresso da organização, as empresas do sector preconizam "uma diferenciação positiva que tem por base o facto de existirem dois modelos de transportes de mercadorias em Portugal.
“O profissional detém uma quota parte de frota de 25 por cento, enquanto o modelo privado detém 75 por cento de camiões. Em tempos difíceis, em termos de eficiência, os profissionais transportam 50 por cento da totalidade da carga nacional enquanto os privados fazem o resto com uma frota três vezes maior", adianta.
Para o responsável enquanto os privados fazem o seu próprio transporte e regressam à base vazios, os profissionais fazem o "vai e vem", com retorno. "Num País que usa 1364 camiões, para cada mil milhões do PIB (produto interno bruto), não pode estar bem, quando sabemos que a média europeia usa 711 veículos para o mesmo PIB".
"Se por um passe de mágica, num dado momento, fosse transferida a carga transportada pela frota privada para a pública, saíam das estradas portuguesas 40 mil camiões. Era importante para a segurança, consumo energético (num País que depende do petróleo) e uma grande melhoria para o ambiente".
Uma taxa no gasóleo para os profissionais rodoviários é outra das exigências da moção apresentada. "É que o combustível não pode ter o mesmo preço para os que andam a passear, para as empresas privadas que só visam o lucro e para os profissionais que andam todos os dias na estrada. Houve um erro político, histórico, quando um governo permitiu aos transportadores particulares deduzir integralmente o IVA. Esta medida perturbou, de facto, o mercado dos transportes em Portugal".
Estas são algumas das questões que, hoje e amanhã, são discutidas no sétimo congresso da Antram, que decorre sob o lema "Por uma política de transportes ao serviço da economia". O congresso iniciou-se ontem no Vidago com a presença de Carmona Rodrigues, ministro das Obras Públicas e Transportes, e de Loyola de Palácio, vice-presidente da Comissão Europeia para a área dos transportes.
ACORDO SOBRE O TGV PARA BREVE
Portugal e Espanha deverão chegar a acordo sobre o traçado do comboio de alta velocidade (TGV) muito em breve, disse ontem a vice-presidente da Comissão Europeia, Loyola de Palácio, após uma reunião com o primeiro-ministro, Durão Barroso. É que na próxima semana vai--se realizar uma reunião entre os responsáveis de Madrid e Lisboa para alterar as linhas transeuropeias. Loyola de Palácio, que também é responsável pela comissão de Energia e Transportes, disse que “os governos de Portugal e Espanha ainda não me comunicaram qual será o traçado” e sublinhou a necessidade de se comunicar a Bruxelas quais serão as linhas definitivas para que as obras sejam iniciadas rapidamente. No entanto, o primeiro-ministro esclareceu já que ainda não está definido o traçado e que espera que o acordo seja alcançado antes de 7 de Novembro.
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