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Correio da Manhã

Economia
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Fitch prevê contracção de 1% para Portugal

A agência de notação financeira Fitch previu esta quinta-feira uma contracção de um por cento para a economia portuguesa em 2011, estimando também uma recessão para este ano.
13 de Janeiro de 2011 às 16:13
Fitch prevê, no entanto, "apesar dos riscos", que o ajustamento da economia portuguesa seja "suavizado" no médio prazo
Fitch prevê, no entanto, 'apesar dos riscos', que o ajustamento da economia portuguesa seja 'suavizado' no médio prazo FOTO: Vasco Neves

"O défice da conta corrente (DCC) manteve-se elevado, nos 9,5 por cento do PIB [produto interno bruto] nos 12 meses anteriores a Outubro de 2010. Como referido no comentário de 23 de Dezembro de 2010 (...) a agência prevê agora uma recessão em 2011 - uma contracção de um por cento no PIB - que  vai começar a reduzir o DCC este ano", diz em comunicado a agência de 'rating', que prevê para 2011 o começo do ajustamento externo português.  

O Banco de Portugal anunciou esta semana previsões que apontam para uma contracção de 1,3 por cento na economia portuguesa.  

A Fitch considera que será "inevitável" um ajustamento "significativo" das finanças públicas portuguesas em 2011 e destaca a importância do momento e da escala deste ajustamento das finanças externas portuguesas.   

"Externamente, uma melhoria das condições de mercado e a continuação do apoio oficial permitirá que o ajustamento seja suavizado ao longo do  tempo. Os planos de consolidação do Governo vão ter um papel fundamental para restaurar a confiança no País (o que deverá baixar os custos de financiamento) e para reorientar o crescimento económico, afastando-o do consumo [interno] em benefício das exportações", refere a agência de notação financeira.  

"A procura externa para os bens e serviços portugueses vai também afectar o ritmo do ajustamento. A Fitch espera que as medidas 'não convencionais' de apoio à liquidez do Banco Central Europeu (BCE) sejam prolongadas enquanto for necessário", acrescenta.  

A Fitch prevê, no entanto, "apesar dos riscos" , que o ajustamento da economia portuguesa seja "suavizado" no médio prazo.  

"A consolidação governamental deve ajudar os mercados a restaura a confiança ao longo de 2011. A agência também prevê que o BCE (e outros prestamistas oficiais se necessário) continuem a fornecer financiamento externo de último recurso, caso os mercados contraiam mais", frisa a Fitch.  

A agência de notação financeira cortou a 23 de Dezembro o 'rating' da  dívida portuguesa, para ‘A ’, com 'outlook' negativo.   

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