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Correio da Manhã

Economia

FMI admite erros graves no resgate à Grécia

O FMI deverá estar prestes a admitir erros graves no resgate à Grécia e que teve de "torcer" as próprias regras para poder apoiar financeiramente Atenas e assim evitar uma desintegração da zona euro, segundo o ‘The Wall Street Journal’.

 

 

5 de Junho de 2013 às 18:48

O jornal económico norte-americano noticia, citando um documento confidencial que deverá ser conhecido esta quinta-feira, que o FMI estará prestes a admitir erros significativos nos remédios do programa da Grécia e nos efeitos que estes teriam na economia grega.

Nesse mesmo documento, o FMI diz que esta resposta permitiu à zona euro mais tempo para tomar medidas que limitassem o impacto nos restantes países do euro.

O FMI admite ainda que terá "torcido" as suas próprias regras para que a dívida da Grécia parecesse sustentável e diz que uma análise feita agora permitiria perceber que a Grécia falharia três dos quatro principais critérios para poder receber assistência económica.

O documento diz que as incertezas sobre o resgate grego eram "tão significativas que a missão técnica não foi capaz de garantir com elevada probabilidade que a dívida pública era sustentável" e que o fundo foi demasiado otimista relativamente às perspetivas do governo grego de regressar a financiamento de mercado e à sua capacidade política para implementar as condições do programa.

O resgate, segundo o FMI, terá sido uma operação feita para "dar tempo à zona euro para criar uma 'firewall' para proteger outros membros vulneráveis e evitar efeitos potencialmente severos na economia mundial".

Sobre a Comissão Europeia, parceiro do FMI na 'troika', a organização diz que esta tinha tendência para desenhar medidas por consenso, "tem tido sucesso limitado na implementação [das condições associadas aos empréstimos] e não tem experiencia na gestão de crises", para além de considerar que a CE está mais preocupada com o "cumprimento das regras da União Europeia do que com o impacto no crescimento económico" e que "não foi capaz de contribuir muito para identificar reformas estruturais potenciadores de crescimento".

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