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Correio da Manhã

Economia

FMI defende flexibilização laboral em Portugal

O Fundo Monetário Internacional (FMI) defende uma flexibilização do mercado laboral português, no relatório 'Regional Economic Outlook' para a Europa, em que também prevê que em 2011 só Portugal e a Grécia não devem crescer.

20 de Outubro de 2010 às 09:34
Dominique Strauss-Kahn, director do Fundo Monetário Internacional
Dominique Strauss-Kahn, director do Fundo Monetário Internacional FOTO: Reuters

Para a instituição liderada por Dominique Strauss-Kahn, Portugal, tal como a Espanha e a Grécia, continuam entre os países com "maior potencial de crescimento do emprego" já que ainda têm um mercado laboral "inflexível" e "limitações" ao ambiente empresarial.

O FMI refere que a falta de reformas nestas área nos países do Sul da Europa é "consistente com a diferença de produtividade" nesta região.

Neste documento, o FMI volta a reforçar os valores de crescimento do Produto Interno Bruto para Portugal que já tinha anunciado a 6 de Setembro no 'World Economic Outlook': 1,1 por cento este ano e estagnação em 2011.

"O Produto Interno Bruto [da Europa] deve crescer 2,3 por cento em 2010 e 2,2 por cento em 2011. Com a excepção da Grécia e Portugal, o crescimento de todos os países vai ser positivo no próximo ano", afirma o documento.

Na zona Euro o crescimento será de 1,7 por cento em 2010 e 1,5 por cento em 2011, face aos 1,7 por cento da Europa a 27 países tanto este ano como no próximo.

No entanto, nos valores do crescimento de Portugal para o próximo ano ainda não terão sido tidas em conta as medidas de austeridade que fazem parte da proposta do Orçamento do Estado para 2011, apesar de a instituição reconhecer os "ambiciosos esforços de consolidação" de Portugal provocados  pela "pressão dos mercados".

A 06 de outubro, Jorg Decressin, director-adjunto do FMI, disse que a economia portuguesa "deverá sofrer um contracção de cerca de 1,4 por cento" se forem incluídas as novas medidas.

Ainda de acordo com o relatório, a inflação de Portugal vai situar-se nos 0,9 por cento em 2010 e 1,2 por cento em 2011, enquanto na Zona Euro a estimativa é de 1,6 e 1,5 por cento, respectivamente.

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