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Correio da Manhã

Economia
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FMI quer impostos mais elevados para os mais ricos

Fundo Monetário Internacional dá conselhos para países ultrapassarem a crise provocada pela Covid-19.
Raquel Oliveira 8 de Abril de 2021 às 08:48
Previsões 5% deve ser este ano o valor do défice, e a dívida pública deverá atingir  131,4%,  prevê FMI.
Previsões 5% deve ser este ano o valor do défice, e a dívida pública deverá atingir 131,4%, prevê FMI.
"Até que a pandemia seja controlada globalmente, a política fiscal deve permanecer flexível e favorável, e cada vez mais adaptada às circunstâncias do País”, aconselha o Fundo Monetário Internacional (FMI). E, neste âmbito, os países poderão mesmo ponderar criar temporariamente impostos sobre os contribuintes com rendimentos mais elevados e até empresas que ganharam dinheiro, como as farmacêuticas.

A solução é preconizada pelo ‘Fiscal Monitor’, documento elaborado pelo departamento do FMI liderado pelo ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar (na foto), que defende uma maior flexibilidade orçamental. O documento considera ainda que o “fortalecimento da capacidade tributária no Mundo pós-pandémico será crucial para economias avançadas e em desenvolvimento para atender às grandes necessidades de gastos”. O FMI prevê que o défice das contas públicas nacionais se situe nos 5% do Produto Interno Bruto este ano, um dos mais baixos da Zona Euro, e que a dívida pública fique nos 131,4%.Com a pandemia, “a incerteza relativa às perspetivas orçamentais é anormalmente alta”, alerta o documento, recordando que “vacinações mais rápidas do que o esperado podem precipitar o fim da pandemia”.

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