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Correio da Manhã

Economia
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Frota da sardinha obrigada a parar

A frota de pesca da sardinha, que conta com meia centena de embarcações no Algarve, está proibida de trabalhar a partir de amanhã e até ao final do ano. A decisão da Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura (DGPA) resulta do facto de já ter sido atingida a quota anual de captura daquela espécie. E, no próximo ano, vai mesmo ser estabelecido um período de defeso.

23 de Dezembro de 2011 às 01:00
O valor máximo de desembarque é de 55 mil toneladas em 2011
O valor máximo de desembarque é de 55 mil toneladas em 2011 FOTO: Paulo Marcelino

Segundo a DGPA, o valor máximo de desembarque de sardinha para este ano é de 55 mil toneladas, "estimando--se que este limite tenha sido atingido". Assim, a partir das 12h00 de amanhã, de acordo com as indicações da DGPA, é "proibida a captura, manutenção a bordo, transbordo, desembarque, transporte armazenagem, exposição ou venda de sardinha capturada com a arte do cerco".

Apesar de dezenas de barcos serem obrigados a parar, Mário Galhardo, presidente da Barlapescas – Cooperativa dos Armadores de Pesca do Barlavento, admite que "a medida já era esperada", até porque "a maioria dos barcos já está parada desde quarta-feira".

Em 2012, existirá um defeso de 45 dias para a sardinha. "É a primeira vez que isso acontece a nível nacional", diz Mário Galhardo. "Na região, defendemos que o defeso tenha lugar em Novembro e em Dezembro, mas as entidades oficiais ainda não decidiram", refere António da Branca, da Organização de Produtores de Pesca do Algarve.

TAMANHO IMPEDE CAPTURA

Os armadores algarvios defendem que o Governo devia autorizar a pesca de cavala abaixo do tamanho regulamentado, dado que existe em quantidade anormal nas águas da região.

"Em Outubro, recusaram o pedido que fizemos, e o Instituto Nacional de Recursos Biológicos disse que a cavala devia atingir o tamanho mínimo no espaço de um ou dois meses, mas a verdade é que o peixe continua no mesmo tamanho", afirma o presidente da Barlapescas. Mário Galhardo diz que recentemente voltou a contactar a Direcção--Geral das Pescas, mas ainda não obteve resposta.

Uma das justificações dadas pelo Governo para recusar o pedido foi que não podia contrariar normas comunitárias de aplicação obrigatória.

SARDINHA PESCA FROTA
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