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Correio da Manhã

Economia

Frota do cerco pára a pensar no próximo ano

Pescadores obrigados a ficar em terra depois de atingido limite estabelecido para 2016.
João Mira Godinho 16 de Outubro de 2016 às 09:28
Pescadores satisfeitos com preço e quantidade de sardinha pescada este ano de norte a sul do País
Pescadores satisfeitos com preço e quantidade de sardinha pescada este ano de norte a sul do País FOTO: Eduardo Martins
A maioria dos barcos da frota de cerco nacional pára, na próxima quarta-feira, quando é atingido o limite da quota de sardinha previsto para 2016. Os armadores estão satisfeitos e as perspetivas para o próximo ano são otimistas.

"A quota foi ligeiramente inferior a 2015, mas o preço, também um pouco abaixo do do ano passado, foi bastante positivo para a atividade", resume, ao CM, Miguel Cardoso, da associação de armadores Olhãopesca.

"A sul de Peniche, a quantidade foi inferior ao esperado, mas, no Algarve, foi observada muita petinga [sardinha juvenil], o que dá boas indicações para o futuro", acredita.

A captura da sardinha só deverá voltar a ser possível em abril, já ao abrigo da quota para 2017, mas os pescadores só têm direito a 60 dias de compensação.

"A maioria da frota deve parar já a partir de 1 de novembro", acrescenta Miguel Cardoso. "Depois, quando terminar o período de compensação, vamos capturar espécies paralelas, como o carapau ou a cavala", explica o responsável para quem, "no estado atual das coisas", o apoio a 60 dias de paragem "é o possível e já é qualquer coisa". Cada pescador irá receber cerca de 1400 euros (700 euros por mês).
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