Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
4

Fugas foram ignoradas

O Banco de Portugal (BdP) foi confrontado por duas vezes com o facto de a acusação contra os ex-administradores do BCP partir de documentos sujeitos a sigilo bancário, uma matéria que o juiz do Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa decidiu analisar e cuja decisão é hoje proferida. O processo pode cair por terra.
7 de Outubro de 2011 às 01:00
Foi o depoimento de Filipe Pinhal que m otivou a suspensão do julgamento para avaliar sobre a nulidade da prova
Foi o depoimento de Filipe Pinhal que m otivou a suspensão do julgamento para avaliar sobre a nulidade da prova FOTO: Pedro Catarino

Carlos Pinto de Abreu, advogado de Filipe Pinhal, sustentou na contestação à acusação que as denúncias de Joe Berardo foram feitas com base em documentos protegidos por sigilo. O mesmo fizeram os restantes advogados na impugnação às coimas aplicadas pelo BdP.

Filipe Pinhal, cujo depoimento motivou a análise de eventuais nulidades da prova, admite-o num dos livros que publicou. "Os supervisores foram cegos e surdos aos insistentes alertas de que as acusações eram ilegais", relata. Ao juiz confirmou só existirem 18 pessoas – entre administradores e direcção do BCP – com a possibilidade de compilar os documentos que serviram de base à denúncia.

A defesa dos arguidos recusa fazer comentários, mas ao que o CM apurou alguns advogados dos ex-gestores do BCP têm a convicção de que os argumentos que demonstram a ilegalidade da prova são fortes.

BCP PROCESSO PROVAS FUGAS FILIPE PINHAL
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)