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Correio da Manhã

Economia
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Função Pública sem acordo

Sem acordo. Foi assim que terminaram ontem as negociações entre os sindicatos da Função Pública e o Governo.
23 de Dezembro de 2008 às 00:30
Apesar das manifestações o Governo não passou dos 2,9%
Apesar das manifestações o Governo não passou dos 2,9% FOTO: Mário Cruz/Lusa

A Frente Sindical da Função Pública (FESAP), o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e a Frente Comum reuniram-se ontem num encontro extraordinário com o secretário de Estado da Administração Pública para discutir as propostas de aumento, mas o Governo não passou do tecto máximo de 2,9% apontado desde o início. Uma posição "ostensivamente inegocial", segundo o STE, que diz, em comunicado, que de todo o processo, guarda apenas um "amargo sabor de quão difícil é a prática da democracia quando o Governo nisso não se empenha".

Ao CM, o representante do STE, Bettencourt Picanço, lamentou que o Governo não tenha cumprido a promessa de "não deixar que os trabalhadores perdessem poder de compra" e que não tenha aceite "promover uma actualização das carreiras igual ao sector privado". O sindicato iniciou as negociações propondo aumentos de 4%, mas reduziu para 3,5% e mais tarde para 3,4%, para mostrar "abertura negocial", posição que o Governo não mostrou ao iniciar e terminar as negociações sem alterar o valor.

A mesma opinião tem Nobre dos Santos, da FESAP, que diz que o Governo se manteve " irredutível", e "não houve qualquer hipótese de entendimento entre as partes". O sindicato pedia 4,1%, mas deixou cair 0,9% que correspondiam a um aumento intercalar. A Frente Comum queria um aumento de 5%, mais 0,9% de aumento intercalar.

Os sindicatos devem reunir "depois das festas".

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