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Correio da Manhã

Economia
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Fundos para a Madeira

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, defendeu ontem que a Madeira deve continuar a receber fundos estruturais e adiantou que, juntamente com os seus homólogos da Espanha e da França, está a tentar fazer com que o corte de dinheiros comunitários não seja abrupto.
24 de Maio de 2005 às 00:00
“É do interesse da Madeira e do Governo português que essa diminuição não se faça abruptamente”, declarou Freitas, num intervalo de uma reunião dos chefes da diplomacia dos 25 a decorrer em Bruxelas.
A partir de 2007, a Madeira deverá deixar de beneficiar plenamente do apoio comunitário generoso para as regiões menos desenvolvidas da UE, porque passa a ter um nível de riqueza superior a 75 por cento da média comunitária.
O responsável pela diplomacia portuguesa, adiantou que está a trabalhar em colaboração com os seus homólogos espanhol e francês para apresentar uma “proposta comum detalhada” para minorar os efeitos da saída de regiões ultraperiféricas, como a da Madeira, do grupo de zonas comunitárias menos desenvolvidas que mais beneficiam dos fundos estruturais.
Portugal, Espanha e França são os Estados-membros com regiões classificadas de “ultraperiféricas”, dito de outra forma tratam-se de zonas insulares distantes do centro da UE com problemas específicos.
A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE começou no domingo à tarde com mais uma ronda de negociações sobre o Orçamento comunitário para o período 2007-2013, sem que os 25 chegassem a acordo. Freitas do Amaral rejeitou uma proposta de divisão dos dinheiros comunitários que significava uma diminuição de 20 por cento dos fundos para Portugal.
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