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Correio da Manhã

Economia
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Fundos perdem 555 milhões

O valor dos activos geridos pelos Fundos de Investimento Mobiliário (FIM) caíram em Março, com os resgates de 555 milhões de euros a serem superiores às subscrições, que atingiram os 469,4 milhões.
9 de Abril de 2011 às 00:30
Em Março, os activos geridos era de 13,8 mil milhões de euros, uma queda de 0,7% em relação a Fevereiro
Em Março, os activos geridos era de 13,8 mil milhões de euros, uma queda de 0,7% em relação a Fevereiro FOTO: Amanda Andersen/Reuters

De acordo com a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), em Março, o valor dos activos gerido era de 13,8 mil milhões de euros, numa queda de 0,7% em relação a Fevereiro.

Desde o início do ano, o valor sob gestão já caiu 2,3% e, se a comparação for feita entre Março deste ano e o mesmo mês do ano anterior, a queda já supera a 20%. Em Março, as subscrições dos Fundos de Investimento Mobiliário ascenderam a 469,4 milhões de euros, mas os resgates foram ainda superiores, de 555,1 milhões de euros, cerca de 18,5 milhões por dia.

Ou seja, os portugueses retiraram mais dinheiro do que colocaram sob gestão dos fundos mobiliários, o que resultou num saldo negativo de 85,7 milhões de euros.

Já desde o início do ano, "o saldo acumulado de subscrições menos resgates é também negativo no valor de 468,2 milhões de euros", refere a APFIPP.

A Caixagest lidera como a sociedade com maior volume de activos sob gestão, numa quota de 22%, equivalente a mais de três mil milhões de euros, seguida da Esaf-F.I.M. e a BPI Gestão de Activos, com quotas de 18,6 e 17%, respectivamente.

A Dunas Capital, que detém apenas 0,1% deste mercado, foi a sociedade que registou um maior crescimento em termos percentuais, tanto em Março como no primeiro trimestre, tendo actualmente oito milhões sob gestão.

Já o maior crescimento em termos absolutos pertenceu nos dois períodos analisados à Esaf.

Mais uma vez, os fundos de tesouraria euro voltaram a ser a categoria mais "castigada", com as subscrições líquidas a serem negativas em 50,6 milhões de euros. Seguiram-se os fundos de obrigações taxa indexada euro que registou subscrições líquidas negativas de 23,2 milhões de euros, revelam os dados. n

FUNDOS DE ACÇÕES NACIONAIS PENALIZADOS

 Num mês em que o PSI 20 regressou às perdas, os fundos de acções nacionais constaram entre as categorias mais penalizadas, com as subscrições líquidas negativas a totalizarem os 10,4 milhões de euros. "Em 31 de Março de 2011, o valor dos activos geridos pelos Fundos de Investimento Mobiliário (FIM) ascendeu a 13 892,4 milhões de euros, o que traduz um decréscimo de 0,7% relativamente ao mês anterior", adianta o relatório mensal da APFIPP. Já desde o início do ano, a quebra dos montantes sob gestão é de 2,3%.

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