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Correio da Manhã

Economia
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FUNDOS SÃO FUNDAMENTAIS PARA REABILITAR AS CIDADES

Que solução para a reabilitação das cidades, as parcerias público-privadas e os fundos imobiliários foram alguns dos assuntos abordados durante uma conferência, realizada no Porto, em que participaram diversos empresários e o secretário de Estado ddjunto do ministro das Cidades, Ordenamento do Território e do Ambiente, Ferreira de Almeida.
30 de Junho de 2002 às 21:16
O objectivo da conferência foi proporcionar aos agentes do sector imobiliário um debate sobre os fundos de investimento, que poderão ser um instrumento preponderante na reabilitação das cidades, cujo envolvimento da administração local e central é imprescindível para as mudanças exigidas pelo sector.

Antes do debate, o secretário de Estado disse que mais de 75 por cento da população portuguesa vive em centros urbanos e que é preciso investir, nos próximos quatro anos, mais de 125 milhões de euros na protecção da orla marítima.

"As parceiras público/privadas são essenciais para a reabilitação das zonas degradadas, revitalizando a habitação e o comércio. A população tem fugido para a periferia em busca de qualidade de vida, rumando diariamente para a cidade e regressando à noite. Por isso, é preciso vontade política para mudar", referiu Ferreira de Almeida.

SOLUÇÕES

“Os Fundos de Investimento Imobiliário serão a solução para a reabilitação das cidades?” A questão voltou a ser colocada aos participantes na conferência e as respostas vieram dos oradores e dos cerca de 50 participantes que aderiram à proposta de discutir um tema fundamental para o sector imobiliário.

Sobre o tema, Margarida Guimarães, directora do “Jornal do Imobiliário”, entidade organizadora da conferência, focou a existência de várias soluções para a reabilitação das cidades.

"A tarefa é dura e infindável. Por isso, é preciso um investimento permanente na recuperação, reabilitação e renovação das cidades. Daí que as soluções sejam várias e passam inevitavelmente pelos fundos de investimento imobiliário", referiu, acrescentando que no balanço dos dois encontros em que participou-se concluiu que os fundos fechados são preferidos pela estabilidade que oferecem, embora persista uma dualidade de critérios: será mais útil e eficaz um único fundo ou vários fundos sectorais? Uma dúvida que merece alguma reflexão e análise.

Diogo Pinto Gonçalves, da Fides, um dos participantes, considera que a "vontade política poderá ser catalisadora de todo um processo: descongelamento das rendas, subvenção do Estado/autarquias aos arrendatários mais carenciados, isenção de IVA nos custos de produção, abolição de taxas para a recuperação e isenção temporária de contribuição autárquica.
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