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Correio da Manhã

Economia
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Galp Energia vende acções na Bolsa

Com a Galp Energia, o sector energético terá um reforço de peso na Euronext Lisboa em 2006. O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse que a oferta pública inicial da Galp será superior a dez por cento do capital social da petrolífera e que a CGD – Caixa Geral de Depósitos ficará com um por cento. Com esta percentagem – lembrou o governante – “estão cristalizados todos os direitos que o Estado tem no acordo parassocial”.
31 de Dezembro de 2005 às 00:00
E “isto permite flexibilidade para que o Estado, se quiser continuar a privatizar parte dos seus 30 por cento, pode fazê-lo sem perder os seus direitos”.
Conforme já vários analistas haviam dito ao Correio da Manhã, a cotação da petrolífera portuguesa “animará o mercado de capitais português”, que ficará diversificado. Ou seja: os investidores na praça financeira portuguesa não se limitarão à electricidade; terão também o sector petrolífero através da Galp.
Recorde-se que este ano, devido à subida do preço do petróleo, todas as empresas petrolíferas deram um forte contributo para a valorização dos principais índices bolsistas europeus. O mesmo deve acontecer em 2006, visto que a matéria-prima, de acordo com muitos analistas, se cotará acima dos 50 dólares o barril.
Após a assinatura do protocolo entre o Estado português e a petrolífera italiana ENI, Manuel Pinho frisou que “estão criadas as condições para dar estabilidade accionista à Galp, que inclui o Estado português, através da CGD, o Grupo Amorim e a ENI”.
Assim, os italianos não exercerão o direito de opção para aumentar a posição na petrolífera portuguesa. Aliás, o ministro da Economia de Portugal sempre disse que o Estado português queria um parceiro para fazer a Galp expandir-se. Mas expansão em que a última palavra pertenceria a Lisboa.
A ENI e a Galp têm um ambicioso plano de crescimento. O presidente executivo da ENI, Paolo Scaroni, falou mesmo na criação de uma campeã petrolífera à escala ibérica. Há avultados investimentos planificados para a Galp se internacionalizar, totalizando mais de três mil milhões de euros, nos próximos anos.
Outro parceiro de peso é Américo Amorim. Segundo a edição electrónica de ontem do ‘Jornal de Negócios’, o empresário português, há já muito tempo internacionalizado através da Corticeira Amorim, pretende rever o mencionado plano de investimentos da Galp.
O acordo entre o Estado e a ENI foi assinado anteontem à noite, com algumas horas de atraso por os italianos insistirem na tradução do respectivo articulado para a língua italiana.
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