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Correio da Manhã

Economia

GeRAP incapaz de gerir funcionários

O processo de colocação e gestão de funcionários públicos em situação de mobilidade especial está atrasado. Desta feita é a entrada em funcionamento da GeRAP (Entidade de Gestão Partilhada dos Recursos da Administração Pública) que já ultrapassou o prazo previamente fixado.
10 de Setembro de 2007 às 00:00
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, prorrogou o mandato do grupo de trabalho anterior
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, prorrogou o mandato do grupo de trabalho anterior FOTO: Lusa
Embora tenha sido criada a 8 de Fevereiro último, esta entidade, responsável pela gestão dos funcionários no quadro da mobilidade, ainda “não se afigura compatível com as exigências de celeridade na conclusão” deste processo, como se lê no despacho 20 559/2007, publicado em Diário da República no passado dia 7.
Por isso, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, decidiu prorrogar o mandato do grupo de trabalho – responsável pela gestão de pessoal em situação de mobilidade antes da criação da GeRAP – até que a própria entidade gestora “esteja em condições de assumir, em pleno, essa missão”. Uma medida considerada transitória, mas que ultrapassa em muitos meses os objectivos definidos.
De acordo com o mesmo despacho, este grupo de trabalho vai auferir uma gratificação mensal de 200 euros ou 150 euros, consoante se trate de técnico superior ou técnico profissional/administrativo.
Esta decisão surgiu um dia depois do ministro da Agricultura ter admitido um atraso na colocação de trabalhadores em situação de mobilidade, ao mesmo tempo que referiu que o total será “pouco mais de dois mil”, um valor muito abaixo dos três mil inicialmente previstos. Por agora, são 936 os excedentários do gabinete de Jaime Silva (dos quais 65 transitaram directamente dos supranumerários). Um valor que a somar aos 129 trabalhadores do Ministério das Finanças, 22 da Economia e dois da Cultura totaliza 1089 funcionários.
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