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Correio da Manhã

Economia
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GESTORES JUDICIAIS DETIDOS

O Tribunal de Instrução Criminal do Porto decretou a prisão preventiva de quatro suspeitos de viciarem o processo de falências de várias empresas, permitindo a outros 11 indiciados de aguardar, em liberdade caucionada, o desenvolvimento da investigação, após o final da audição dos indiciados que terminou cerca das cinco horas de ontem.
5 de Julho de 2002 às 21:39
José Oliveira da Silva foi um dos que viu confirmada a sua detenção, uma vez que o tribunal teve as medidas mais duras para os gestores judiciais suspeitos de fraudes.

A Associação Portuguesa de Gestores Judiciais (APGS), entretanto, emitiu um comunicado esclarecendo que o liquidatário judicial não tem qualquer intervenção na determinação do valor dos bens a vender, competindo a direcção do processo ao juiz e a fiscalização à comissão de credores.

Todavia, a APGS, "a confirmarem-se os factos e o envolvimento de alguns liquidatários judiciais, lamenta e condena firmemente tais envolvimentos".

A organização refere que tem vindo sistematicamente, nos últimos seis anos, "a alertar as entidades competentes para a necessidade de uma alteração legislativa com vista a criar condições de trabalho adequadas para os liquidatários judiciais e para a necessidade de serem conferidas competências à Associação para certificar, qualificar e controlar o exercício da actividade dos gestores e liquidatários judiciais".

A Polícia Judiciária prossegue as investigações, estando a passar em revista os contornos de algumas falências em que intervieram os suspeitos já identificados e outros sobre os quais poderão ser tomadas medidas de coacção num próximo futuro.

Refira-se que, conforme o Correio da Manhã noticiou ontem, foram levados a inquérito 15 gestores, suspeitos de integrarem redes organizadas de aquisição de massa falidas, através de processos viciados. Das investigações foram também alvo duas leiloeiras.
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