Governador sob pressão o escândalo da Caixa Geral de Depósitos

Auditoria foi entregue em junho mas Carlos Costa só se afastou do caso em novembro.
Por Beatriz Ferreira e Diana Ramos|12.02.19
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O governador do Banco de Portugal só pediu escusa sobre a matéria relativa à auditoria da E&Y, que visa a gestão passada da CGD, cinco meses após o documento ter sido entregue. A pressão sobre Carlos Costa continua a crescer – sabe-se que participou em reuniões de conselhos de crédito em que foram aprovados alguns dos financiamentos mais ruinosos –, com BE e CDS a admitirem a exoneração.

A análise forense aos atos de gestão do banco público foi entregue em junho de 2018 e, de acordo com o Banco de Portugal, "o pedido de escusa relativamente à participação em deliberações sobre situações abrangidas pela auditoria foi apresentado na ocasião da primeira deliberação tomada neste âmbito, em 6 de novembro". Ou seja, quase cinco meses após a entrega do documento.

O CM questionou o supervisor sobre se a vice-governadora Elisa Ferreira também ia pedir escusa, já que é casada com Fernando Freire de Sousa, que presidiu à La Seda (um dos maiores devedores do banco público é a Artlant). Segundo o regulador, o gestor deixou de ter qualquer ligação ao grupo em abril de 2008. O financiamento inicial à Artlant é de 2008 e "foi a partir de 2010 que a exposição creditícia da CGD perante a Artlant aumentou significativamente".

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